Centro de Monitoramento aponta 87 desastres ligados a tornados desde 2013, com 20 mortes, sete delas na última sexta (7) no Paraná.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o País registrou 87 desastres relacionados a tornados desde 2013, ano em que começou a análise de casos. Neste período, 20 pessoas teriam morrido em consequência de tal fenômeno, sendo sete em Rio Bonito do Iguaçu, cidade paranaense do Centro-Sul atingida na última sexta-feira (7) e que teve o maior número de vítimas. O tornado provocado por um ciclone extratropical, com ventos de até 330 km/h (colocado na categoria 3 da Escala Fujita Aprimorada) deixou rastro de destruição na cidade de 14 mil habitantes. Nada menos que 830 pessoas ficaram feridas e milhares desabrigadas ou desalojadas.
Nos registros oficiais, porém, o tornado mais letal já registrado remonta ao ano de 1959 (14 de agosto), ocorrido na região de divisa entre Santa Catarina e Paraná e que deixou pelo menos 90 mortos, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As cidades mais castigadas foram Canoinhas, em Santa Catarina, e União da Vitória e Palmas, no Paraná. Em outro episódio, em 1991, tornado registrado na região de Itu (SP), com ventos de até 300 km/h, deixou 15 pessoas mortas.
O último registro de fenômeno com tamanha intensidade como o de Rio Bonito remonta a 20 de abril de 2015. O tornado que atingiu Xanxerê (SC) foi classificado entre F2 e F3, com a velocidade dos ventos passando de 250 km/h. O saldo foi de quatro mortos, 95 feridos e mais de 2,2 mil desabrigados ou desalojados.
Outros desastres com morte foram registrados em Taquarituba (SP), com dois mortos, 64 feridos e 305 desabrigados; Itaperuçu (PR), com dois mortos e 99 pessoas desabrigadas; São Francisco de Paula (RS), com uma morte, 84 feridos e 970 desabrigados; Palmitos (SC), com uma morte, 10 feridos e 75 desabrigados; Erebango (RS), com uma morte, seis feridos e 26 desabrigados; e Ciríaco (RS), com uma morte, um ferido e 528 desabrigados, neste caso também classificado na escala F3.





