O recado tem endereço: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O Brasil é um país soberano e não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão transmitido neste sábado (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro.

Durante a fala, o chefe do Executivo enfatizou a soberania nacional e a autonomia do país em suas relações internacionais e na gestão de suas riquezas naturais.

“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.

“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.

Riquezas naturais

Durante o pronunciamento, Lula deu forte ênfase à gestão dos recursos estratégicos brasileiros. Ele lembrou que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e, recentemente, descobriu novas jazidas de petróleo. “Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.

O presidente ressaltou a aprovação do marco legal de recursos estratégicos no Congresso Nacional, medida que, segundo ele, visa transformar as reservas de minerais críticos e terras raras em motor de desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

Soberania brasileira

Ao abordar a data histórica, o presidente defendeu que a independência do país, construída nas lutas populares contra a tirania, a escravidão e a injustiça social, deve se traduzir na garantia de direitos fundamentais para a população.

“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”.

Protagonismo global 

O discurso também reafirmou o papel do Brasil no cenário internacional, citando a defesa do livre comércio, o empenho pela paz mundial e a liderança em pautas ambientais.

“Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, destacou Lula.

Documento construído coletivamente estabelece agenda de longo prazo para a competitividade e o desenvolvimento do setor no Estado

Criar condições para que a indústria paranaense, que já é uma das principais do país, ganhe competitividade e contribua ainda mais para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Foi com esse objetivo que a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) lançou a proposta de Política Industrial para o Paraná (PIP), documento que aponta uma série de diretrizes, estratégias e ações para aprimorar o ambiente de negócios e tornar o território paranaense ainda mais atrativo para investimentos industriais.

A PIP foi apresentada oficialmente no dia 25 de agosto, durante a Expo + Indústria 2026, feira promovida pelo Sistema Fiep. Na ocasião, a proposta foi entregue aos principais candidatos que concorrem ao governo do Estado nas eleições deste ano.

O presidente interino do Sistema Fiep, Virgílio Moreira Filho, explica que a atual gestão da entidade estabeleceu como propósito transformar o Paraná no melhor lugar para a indústria no Brasil. Para alcançar essa meta, é necessário um planejamento que ultrapasse ciclos eleitorais. “Precisamos construir uma visão de longo prazo que seja capaz de atravessar governos e orientar decisões estratégicas para o desenvolvimento do nosso Estado. Foi com essa convicção que a construção da PIP se tornou uma das prioridades de nossa diretoria”, afirma.

Construção coletiva

A PIP é resultado de um processo de escuta desenvolvido pela Fiep desde 2024. A Federação realizou ciclos dos Fóruns Regionais da Indústria e oficinas temáticas em todo o Paraná, ouvindo empresários, sindicatos industriais e lideranças locais. O trabalho incorporou ainda contribuições dos Conselhos Temáticos, Setoriais e Regionais da entidade e retornou às regiões neste ano para validação das prioridades.

A proposta está organizada em quatro eixos: condições institucionais; dinamização econômica; infraestrutura produtiva; e produtividade e capacidades. Entre os temas contemplados estão segurança jurídica, simplificação burocrática, tributação competitiva, atração de investimentos, financiamento, inserção internacional, segurança energética, logística, conectividade, sustentabilidade, capital humano, atualização tecnológica, inovação e transformação digital.

Governança

Para a Fiep, um dos pontos centrais é a criação de uma governança que assegure a efetiva implantação da política, com participação do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil. “Uma política de longo prazo precisa ter continuidade, precisa ter metas, precisa ser acompanhada e, principalmente, precisa ser um compromisso de Estado, e não apenas de um governo”, completa.

Proposta está organizada em quatro eixos, que se desdobram em diversas estratégias e ações específicas (Foto: Gelson Bampi).

Serasa identifica nova fraude baseada em semelhança facial. Criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.

Como funciona

Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:

  • o criminoso começa pelo próprio rosto;
  • procura pessoas fisicamente semelhantes;
  • identifica uma possível vítima;
  • tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.

Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.

Biometria isolada

Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.

A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

Entre os mecanismos citados estão:

  • validação de documentos;
  • prova de vida;
  • conferência de dados cadastrais;
  • análise do dispositivo utilizado;
  • identificação de padrões de comportamento;
  • avaliação de outros sinais de risco.

Prejuízos evitados

Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.

As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

Como se proteger

A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.

Entre as principais orientações estão:

  •  não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
  • fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
  • proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
  • desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
  • não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
  • evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadaproteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
  • manter sistemas e aplicativos atualizados;
  • monitorar regularmente o CPF;
  • procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.

Empresas precisam combinar

Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.

A Serasa Experian orienta combinar diferentes mecanismos de segurança, como:

  • biometria facial e prova de vida;
  • validação e análise documental;
  • cruzamento de dados cadastrais;
  • análise do dispositivo e da jornada digital;
  • monitoramento de tentativas repetidas;
  • identificação de padrões suspeitos;
  • atualização contínua de regras e modelos antifraude.

A análise conjunta desses elementos pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.

Fonte: Agência Brasil

Neste domingo, 6 de setembro, eu e mais 26 mil torcedores do Coritiba tivemos vontade de pular das arquibancadas do Couto Pereira e entrar em campo para tentar arrumar o desorganizado meio-campo de um time que conseguiu perder para o Mirassol dentro de casa.


Foi um Coritiba confuso, sem organização e, em vários momentos, sem saber o que fazer com a bola. À beira do gramado, um técnico que corre de um lado para o outro dentro do seu quadrado, mas parece não enxergar os problemas que estão diante dos seus olhos.

Sem Morisco, Jacy e Josué, o time acaba


E há algo ainda mais preocupante: se o Coritiba ficar sem Morisco, Jacyr e Josué, o que sobra? Muito pouco. O time perde segurança, organização e capacidade de pensar o jogo.


Mais difícil para o torcedor, que praticamente lotou o Couto Pereira e fez sua parte, é ouvir depois do técnico Fernando Seabra que o time “se desequilibrou”. Ora, se o time se desequilibrou, cabe perguntar: quem deveria equilibrá-lo?


E aí entram algumas perguntas que ficaram ecoando nas arquibancadas.


Por que tirar Breno Lopes? Por que não sacar antes Fabinho, que claramente não vinha bem? Por que manter La Veja? E, talvez a pergunta mais intrigante: por que demorou tanto para colocar em campo o maestro português?


O Coritiba enfrentava em casa um adversário que estava a um passo da zona de rebaixamento. Era jogo para impor ritmo, pressionar, vencer e guardar três pontos preciosos na tabela. Em vez disso, saiu derrotado diante de uma torcida que empurrou o time praticamente o tempo inteiro.


Talvez a explicação esteja na estratégia de poupar jogadores pensando no clássico.
Deve ser muito bom chegar descansado para enfrentar o rival. Melhor ainda seria chegar descansado e com três pontos a mais na tabela.

O TRE-PR deve decidir nesta semana o polêmico caso sobre Deltan. O eleitor espera esta decisão

Deltan Dallagnol, candidato ao Senado Federal pelo Novo, resolveu esticar a corda nesta campanha eleitoral. De um lado, carrega uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em 2023, reconheceu sua inelegibilidade. De outro, sustenta que pode disputar a eleição e segue em plena campanha, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) se prepara para decidir seu futuro nas urnas.

É um confronto jurídico que ganha contornos políticos justamente num momento em que a credibilidade das instituições — Judiciário, Executivo e Legislativo — é colocada permanentemente à prova diante da sociedade.

Dallagnol mantém muito do discurso que o projetou nacionalmente durante a Operação Lava Jato. Mas, agora, foi além. Na documentação apresentada para responder às impugnações contra sua candidatura, sua defesa anexou cópias de procedimentos que, segundo o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), conteriam dados fiscais sigilosos seus.

Zanin quer sanar o que classifica de “ilegalidade”

Zanin acionou o TRE-PR em busca de esclarecimentos sobre a exposição dessas informações, oriundas de procedimentos relacionados a Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O ministro pediu providências para sanar o que classificou como “ilegalidade”, além das comunicações necessárias para eventual responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

A defesa de Dallagnol, por sua vez, sustenta ter apresentado cópias desses procedimentos no exercício do direito de defesa diante das impugnações ao registro de sua candidatura.

Um processo cercado de controvérsias

O episódio acrescenta mais pressão sobre um processo que já nasceu cercado de controvérsia. E coloca novamente o TRE-PR sob os holofotes. Caberá à Corte paranaense decidir se Dallagnol poderá ou não permanecer na disputa pelo Senado, diante dos efeitos da decisão que o tornou inelegível em 2023 e dos argumentos apresentados agora por sua defesa.

O julgamento está previsto para esta semana.

Até lá, Dallagnol faz campanha, pede votos e se apresenta ao eleitor como candidato. O TRE-PR, por sua vez, carrega uma responsabilidade que já ultrapassou os limites de um processo judicial: dizer ao eleitor paranaense, com clareza e no tempo da eleição, se o nome que aparece na campanha poderá, afinal, aparecer legitimamente nas urnas.

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A carreta do Ministério da Saúde, com serviços integrados ao programa Agora Tem Especialistas, está disponíveis a pacientes do SUS em Ponta Grossa e outros 11 municípios dos Campos Gerais: Arapoti, Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Palmeira, Piraí do Sul, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Sengés. Estruturada com equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de doenças e definição de tratamentos. A ação começou em 31 de agosto e vai se estender até o

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Luto no jornalismo do PR

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Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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