CNT foi divulgada nesta sexta (16), com escore de 50,5% a 49,5%, pró-oposicionista, dentro da margem de erro apontado pelos demais levantamentos. Total chegou a 12. Veritá lança neste sábado (17).

Foi uma semana cheia de pesquisas para o segundo turno das eleições presidenciais e que impõem a certeza de que a disputa está acirradíssima e que fica difícil apontar favoritismo, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter virado à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, com vantagem de quase 2%. Até 25 de outubro, praticamente daqui a uma semana, há muita água para passar debaixo da ponte. Os debates, as manifestações públicas levadas aos quatro cantos do País e a “guerra” nas redes sociais podem fazer a diferença nesta gangorra que, por ora, está nivelada e, pelos indicadores de amostragens de eleitores, em empate técnico.

A última pesquisa apresentada, nesta sexta-feira (16), foi a da CNT/MDA. Ela mostra cenário muito equivalente ao que se observou ao longo da semana: Flávio Bolsonaro com 50,5% das intenções de votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, enquanto Lula tem 49,5%, caracterizando assim o chamado empate técnico, pois a margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00652/2026.

Na véspera, quinta-feira (15), outras duas importantes fontes de pesquisa tinham divulgado seus resultados e que ratificam a igualdade. A Datafolha apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A margem de erro é de dois pontos percentuais nesse levantamento, que ouviu 2.520 eleitores entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), em 153 municípios. Em relação à pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula avançou um ponto nos votos válidos. A diferença entre os candidatos, que era de quatro pontos percentuais, caiu para dois.

A pesquisa PoderData/Aya mostra uma mudança no cenário eleitoral desde o primeiro turno. Em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro tinha seis pontos percentuais de vantagem sobre Lula. Na pesquisa divulgada três dias antes do novo levantamento, a diferença havia caído para dois pontos. Agora, os candidatos aparecem empatados. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. A vantagem do senador nas urnas foi de 1,87 ponto percentual.

A pesquisa Indexa/Broadcast apontou 51 a 49% para Flávio, a Quaest indicou 51,11% a 48,88, também para o peelista. A Palver cravou placar semelhante (50,51 a 49,49%), a BTG/Nexus marcou 52% a 48%, a Gerp indicou 55 a 45%, a Futura 51,80 a 48,20%, a DataTrends 53,10 a 46,90% e a Ipespe/Abrapel indicou 52,70 a 47,30%. A Atlasintel também colocou Flávio à frente, com 52,80 a 47,20%. A Vox Brasil, porém, observou Lula à frente, com 50,86 a 49,13%. A Veritá, uma das que mais se aproximaram do resultado real do primeiro turno, lança sua pesquisa neste sábado (17) para o segundo turno. O Real Time Big Data divulgará na próxima terça-feira (20) sua nova pesquisa de intenção de voto.

Pesquisa da CNT

Esta foi a 172ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, porém, constituindo-se no primeiro levantamento da série no segundo turno das eleições de 2026 Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio Bolsonaro é citado por 45,6% dos entrevistados, e Lula, por 44,1%. Brancos e nulos correspondem a 5,2%, e os indecisos, a 5,0%.

A avaliação positiva do governo federal soma 37,8%, sendo 14,9% de ótimo e 22,9% de bom. Outros 21,8% classificam a gestão como regular. A avaliação negativa totaliza 39,5%, com 10,0% de ruim e 29,5% de péssimo. Não souberam ou não responderam 1,0% dos entrevistados. Em relação ao desempenho pessoal do presidente Lula à frente do governo, 49,3% desaprovam sua atuação, enquanto 47,7% aprovam. Os que não souberam ou não responderam somam 3,0%.

Lula só esqueceu de falar sobre a estrada que pretende seguir.

Na entrevista concedida nesta quinta-feira (15) à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu as dificuldades de seu governo em transformar todas as promessas em realizações. Pressionado por questões delicadas, procurou demonstrar firmeza em dois temas particularmente sensíveis: a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos e a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) diante dos questionamentos envolvendo suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Lula mostrou disposição para responder às perguntas, enquanto Renata Lo Prete conduziu a sabatina com serenidade, firmeza e respeito, sem abrir mão dos questionamentos que interessam à sociedade.

As considerações finais

O momento mais descontraído ficou reservado para o encerramento. Ao conceder um minuto para as considerações finais, a jornalista abriu espaço para que o presidente apresentasse sua mensagem ao eleitorado. Lula, entretanto, empolgou-se ao enumerar as realizações de seu governo, ultrapassando o tempo disponível.

Entre uma conquista anunciada e outra, o relógio venceu o presidente. E o eleitor ficou sem ouvir, naquele último minuto, o que Lula pretende fazer caso conquiste mais quatro anos no Palácio do Planalto.

Na política, olhar pelo retrovisor pode ajudar a explicar o caminho percorrido. Mas quem disputa a Presidência também precisa mostrar a estrada que pretende seguir.

Entre sábado e segunda-feira, massa de ar frio vai manter a chuva longe. Simepar indica que as temperaturas ficarão mais baixas ao amanhecer com a nebulosidade gradativamente dando lugar ao sol.

Teremos uma trégua na chuvarada no Paraná. Uma massa de ar frio e seco vai manter a chuva longe entre sábado (17) e segunda-feira (19). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as temperaturas ficarão mais baixas no amanhecer e a nebulosidade gradativamente dará lugar ao sol em todo o estado.

Nesta sexta-feira (16), devido a atuação de um sistema de baixa pressão sobre o oceano e excesso de umidade disponível na atmosfera, a nebulosidade continua variável e ainda há previsão de chuva de forma ocasional. No interior, a sensação será de tempo abafado.

“Esquenta um pouco mais no Oeste e no Norte, com máximas em torno dos 26°C. Há chance de chuva mais significativa entre o Centro, Leste e Norte do Paraná durante a tarde, mas não há indicativo de tempestade”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

A partir da noite, gradualmente avançará uma massa de ar mais frio e seco sobre o Paraná, e por isso as temperaturas diminuem. Desta maneira, a sexta-feira terá mínimas invertidas: as menores temperaturas do dia devem ser registradas à noite, ao invés do amanhecer. 

No sábado (17), na metade sul do estado, as temperaturas mínimas já no começo do dia ficam perto dos 10°C em várias cidades, podendo chegar aos 7°C em alguns pontos do Centro-Sul.

“A nebulosidade no sábado ainda fica variável entre o Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, Campos Gerais e Leste do Paraná, mas o sol também aparece. Já no Norte, o sol predomina ao longo do dia”, ressalta Samuel. 

No domingo (18) e na segunda-feira (19), o sol predomina em praticamente todo o estado. Apenas no Litoral permanece um pouco mais de nebulosidade, com pequena chance de garoa entre a madrugada e manhã. 

Nos dois dias, as temperaturas mínimas no amanhecer ficarão abaixo dos 10°C na metade sul do Paraná, chegando a perto de 5°C em cidades do Centro-Sul, no domingo (18). Já na segunda-feira (19) nesta região as mínimas podem ficar abaixo dos 5°C, com possibilidade de registro de geada de fraca intensidade.

No Norte e no Noroeste também faz um pouco de frio entre domingo e segunda, com mínimas em torno de 11°C a 13°C. 

Lula vira placar e supera Flávio Bolsonaro entre jovens, diz Datafolha.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.520 eleitores entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), em 153 municípios.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula avançou um ponto nos votos válidos. A diferença entre os candidatos, que era de quatro pontos percentuais, caiu para dois.

Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro aparecia com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Agora, o senador registra 51%, enquanto o presidente alcança 49%. Embora as variações estejam dentro da margem de erro, os números mostram uma redução da vantagem do candidato do PL.

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, contra 45% de Lula. No levantamento anterior, o senador tinha 49%, enquanto o presidente registrava os mesmos 45%.

Aumento de votos brancos e nulos

A queda de dois pontos percentuais de Flávio nos votos totais foi acompanhada pelo aumento dos votos brancos e nulos, que passaram de 5% para 6%, e dos indecisos, que subiram de 1% para 2%.

Flávio Bolsonaro mantém sua maior vantagem no Sudeste, região que representa 42% da amostra do Datafolha. Entre os eleitores da região, o senador aparece com 51% dos votos totais, contra 41% de Lula.

O candidato do PL também lidera entre os eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, segmento que corresponde a 37% dos entrevistados. Nesse grupo, Flávio registra 55%, enquanto Lula tem 40%.

Entre os homens, o senador também apresenta vantagem expressiva, com 52% das intenções de voto, contra 40% do presidente.

Eleitores de menor renda

Lula, por sua vez, mantém a liderança no Nordeste, onde aparece com 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro. A região representa 27% dos entrevistados.

Entre os eleitores de menor renda, que correspondem a 47% da amostra, o presidente lidera por 53% a 38%. Já entre os eleitores com menor escolaridade, a vantagem é de 56% a 36%.

O petista também aparece à frente entre os católicos, com 52% contra 42%, e entre as mulheres, com 49% das intenções de voto, diante de 40% de Flávio Bolsonaro.

Lula e os evangélicos

Outro dado que chama a atenção é o desempenho de Lula entre os evangélicos. O presidente registra 62% das intenções de voto, contra 29% do senador. Apesar da vantagem, Lula oscilou sete pontos percentuais para baixo em relação à pesquisa anterior. A margem de erro específica desse segmento é de quatro pontos percentuais.

Lula vira placar e supera Flávio Bolsonaro entre jovens, diz Datafolha. Presidente alcança 50% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 43% do senador; petista também lidera entre mulheres e mais pobres. (Com Revista Fórum, 347, Folha de S.Paulo e Estadão).

Jornada de trabalho: agora, empresários, trabalhadores e governantes terão de provar que o país é capaz de produzir riqueza sem transformar o descanso em privilégio e sem fazer do emprego uma vítima das boas intenções.

Jogada eleitoral ou não, a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ultrapassou os limites das fábricas, do comércio e dos sindicatos para ocupar o centro do debate político e econômico brasileiro. De um lado, milhões de trabalhadores que passam seis dias da semana trabalhando para descansar apenas um, muitas vezes sacrificando o convívio familiar, o lazer e a própria saúde. Do outro, empresários preocupados com o aumento dos custos operacionais, a produtividade e a sobrevivência de pequenos negócios.

No meio desse cabo de guerra estão o Congresso Nacional, o governo federal e uma pergunta que não admite respostas simplistas: como garantir melhores condições de vida a quem trabalha sem comprometer a capacidade de produzir, empregar e gerar riquezas?

O debate, que ainda não terminou, não pode ser reduzido a uma guerra entre patrões e empregados, muito menos transformado em bandeira eleitoral sem compromisso com as consequências econômicas.

O Brasil precisa discutir a modernização das relações de trabalho olhando para três realidades distintas: a do trabalhador que chega exausto ao fim da semana, a do pequeno empresário que luta para fechar suas contas e a das grandes corporações que dispõem de maior capacidade financeira e tecnológica para reorganizar suas jornadas.

Há, ainda, uma contradição que merece atenção. O país cobra produtividade, inovação e competitividade de sua força de trabalho, mas precisa enfrentar as desigualdades de qualificação, renda e acesso à tecnologia que influenciam esses resultados. Ao mesmo tempo, reduzir a jornada sem planejamento pode provocar pressões sobre custos, preços e contratações, especialmente nos setores que funcionam sete dias por semana.

escala 6x1
foto/internet

A questão central não é apenas quantos dias o brasileiro deve trabalhar, mas quanto vale seu trabalho, quanto produz, quanto recebe e que qualidade de vida consegue construir com o próprio salário.

O Dieese estima que a mudança poderá beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. Já entidades empresariais alertam para possíveis aumentos de custos e dificuldades de adaptação, enquanto estudos do Ipea apresentam estimativas mais moderadas para determinados setores.

Esse é um excelente eixo para um editorial que combine análise política, realidade empresarial e valorização da força de trabalho, sem perder o senso crítico.

Nota à imprensa – CNC  e o fim da escala 6×1

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamenta que uma discussão de tamanha relevância para as relações de trabalho no Brasil, como o fim da escala 6×1, tenha sido conduzida em pleno período eleitoral, culminando na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019, em dois turnos, pelo Senado Federal.

A entidade reconhece a legitimidade do debate sobre a melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida dos trabalhadores, mas reafirma que mudanças estruturais dessa magnitude exigem aprofundamento técnico, diálogo e avaliação criteriosa de seus impactos sobre o emprego, a competitividade e a sustentabilidade das empresas, especialmente nos setores de comércio, serviços e turismo.

A CNC reitera sua posição de que todos perdem com o uso eleitoral de um tema tão impactante para empresas, trabalhadores e para a economia do País. As relações de trabalho devem ser discutidas prioritariamente por meio da negociação coletiva entre representantes de trabalhadores e empregadores. Esse é o caminho mais adequado para construir soluções equilibradas, que respeitem as particularidades de cada atividade econômica e as diferentes realidades regionais, assegurando previsibilidade, segurança jurídica e preservação dos postos de trabalho.

OCB – atuação institucional

Durante toda a tramitação da proposta, o Sistema OCB atuou em conjunto com as demais confederações patronais e entidades setoriais na busca por soluções equilibradas e por um debate técnico sobre os impactos da proposta para os trabalhadores e para os diferentes setores da economia. 

Com a conclusão da votação no Congresso Nacional, a PEC segue para promulgação. A partir dessa etapa, terá início o período de transição previsto no texto constitucional para a adequação das jornadas de trabalho.

O Sistema OCB seguirá atento aos desdobramentos da medida e aos desafios relacionados à sua implementação, com foco na orientação às cooperativas e na continuidade do diálogo com o poder público e as entidades representativas do setor econômico. (Sistema OCB)

FAEP articula ação para derrubar o fim da escala

Entidade defende que a PEC fere o princípio da isonomia, previsto na Constituição Federal

O Sistema FAEP está em diálogo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1 e a limitação da jornada de trabalho a 40 horas semanais.

Um dos argumentos que podem fundamentar a ação é que a PEC exclui do limite de jornada e do controle de ponto os trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do INSS. Essa medida vai contra o princípio da isonomia, uma cláusula pétrea da Constituição Federal, pois estabelece uma distinção entre trabalhadores com base em escolaridade e renda.

“Criar duas categorias de trabalhadores, uma com direito constitucional à jornada limitada e outra sem, é vedado pela própria Constituição, porque fere o tratamento isonômico”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

Meneguette ainda chama a atenção para o fato de que na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado as 36 emendas apresentadas para análise foram rejeitadas em bloco, para que o texto não voltasse à Câmara dos Deputados, adiando a votação da PEC.

“É nítido que a aprovação da proposta foi um ato com objetivos eleitoreiros e não uma ação genuinamente legislativa”, sustenta Meneguette.

A ADI deve ser proposta pela CNA, enquanto o Sistema FAEP auxiliará provendo informações da realidade do campo paranaense, para amparar a discussão.

Impactos da redução da escala para o agro

A redução da jornada de trabalho custará R$ 4,1 bilhões ao agronegócio paranaense, segundo estudo do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. O valor é referente aos salários e encargos obrigatórios para cobrir o vácuo operacional do setor.

O agro paranaense já enfrenta problemas para suprir a necessidade de mão de obra no campo. Com a aprovação da PEC, haverá uma demanda súbita por milhares de novos postos de trabalho (107 mil novas contratações no Paraná, segundo o mesmo levantamento da entidade), o que pode provocar um colapso operacional.

A elevação súbita nos custos de produção e a escassez de mão de obra no campo terão reflexo direto na mesa dos brasileiros. Ao encarecer o processo produtivo, essa despesa adicional acaba sendo repassada ao consumidor final. A pressão sobre os preços dos alimentos reduz o poder de compra da população e torna cada refeição mais cara.

“Não podemos esquecer que o produtor rural paranaense enfrenta, hoje, um cenário generalizado de endividamento, devido a fatores como perdas climáticas, juros altos e queda nos preços das commodities”, diz o presidente do Sistema FAEP. “Se o produtor ainda tiver que pagar volumes massivos de horas extras e contratar mais trabalhadores, será inviável se manter na atividade. E os custos da retração do agro não afetam só o campo, mas a sociedade como um todo”, enfatiza.

Para o presidente da Abrapar, entidade representativas de bares e restaurantes, emprega perto de 150 mil pessoas – 30 mil só em Curitiba – com carteira assinada em todo o Estado, Fabio Aguayo, a aprovação do fim da escala 6×1 no Brasil “é eleitoreira, feita a poucos dias da realização de eleições em segundo turno para a Presidência da República, sem pensar nos empresários que sofrem com a falta de mão de obra”. Aguayo disse que a entidade fará uma convenção para estudar e tentar readequar as cláusulas trabalhistas e suas consequências futuras no País.

Posição da Fiep sobre a escala 6×1

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) segue acompanhando com atenção o andamento das propostas no Congresso Nacional que têm o objetivo de reduzir a jornada e alterar a escala de trabalho no país. A Fiep reitera sua expectativa de que o Senado Federal rejeite a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já aprovada pela Câmara dos Deputados e que qualquer outro projeto que trate do assunte seja debatido em profundidade e com responsabilidade, sem objetivos eleitorais.

Mais uma vez, a Fiep ressalta que os impactos econômicos e sociais já apontados por estudos técnicos apresentados por diversas entidades empresariais precisam ser levados em consideração. Um deles, realizado pela própria Federação, em parceria com a Tendências Consultoria, mostra que o país pode sofrer, já em 2027, uma queda de 1,9% em seu PIB. Em cinco anos, a retração chegaria a 2,9%.

Além disso, o levantamento aponta que a redução da jornada pode levar entre 1,3 milhão e 2 milhões de trabalhadores formais à perda do emprego ou à migração para a informalidade. No primeiro ano após uma eventual mudança para 40 horas semanais, a projeção é de queda acumulada de 4% nos empregos formais. Em cinco anos, a redução alcançaria 5,7%.

A Federação reforça, ainda, que considera a negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores o instrumento mais adequado para se debater ajustes relacionados à jornada e às escalas de trabalho. Isso possibilita, inclusive, o respeito às particularidades das diferentes atividades econômicas, garantindo flexibilidade, segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho.

Por fim, a Fiep considera que a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho e que ficou conhecida como ”PEC do trabalho flexível”, representa um grande avanço e uma boa alternativa à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados. A PEC 12/2026 garante todos os direitos aos trabalhadores e ainda vai além, permitindo que aqueles que queiram trabalhar em jornadas flexíveis, por hora, possam fazê-lo, nos moldes do que já acontece em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e nações europeias.

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As cataratas do Iguaçu atingiram a vazão de 15,8 milhões de litros por segundo, às 11h da manhã desta quarta-feira (14). A passarela com vista para a Garganta do Diabo permanece fechada. Assim como trilhas e caminhos. A trilha das Cataratas e seus principais mirantes continuam abertos para visitação, de acordo com informações da Urbia/Cataratas. A vazão normal é de 1,5 milhão, o que significa ter atingido agora 10 vezes mais. O recorde absoluto é de 46 milhões de litros

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Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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