Dos ídolos da música às disputas presidenciais, os fandoms mostram como comunidades digitais podem se mobilizar, ultrapassar rivalidades e participar das grandes discussões nacionais.

A política brasileira ganhou personagens que não nasceram nos diretórios partidários, não frequentam necessariamente os comitês eleitorais e dispensam os tradicionais cabos eleitorais. São jovens conectados, organizados em comunidades digitais e capazes de transformar a admiração por artistas em mobilização coletiva. Conhecidos como fandoms, esses grupos atravessaram as fronteiras do entretenimento e passaram a ocupar também o território das disputas eleitorais.

Na campanha presidencial de 2026, marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, a participação dessas comunidades nas redes sociais chama atenção para um fenômeno que vai além das preferências musicais: a capacidade de reunir milhares de pessoas em torno de causas políticas, sociais e culturais.

O que são os fandoms e de onde surgiu essa força coletiva?

A palavra fandom, de origem inglesa, resulta da associação entre fan (fã) e o sufixo -dom, que indica um universo ou comunidade. O conceito não nasceu com as redes sociais. Suas raízes remontam às comunidades de admiradores de literatura, ficção científica, cinema e música, que se organizavam muito antes da internet.

Com o avanço das plataformas digitais, essas comunidades ganharam uma dimensão extraordinária. Deixaram de ser apenas grupos de admiradores para se transformar em redes de comunicação, produção de conteúdo e mobilização.

O funcionamento lembra, em muitos aspectos, o comportamento das torcidas de futebol. Os integrantes compartilham paixões, celebram conquistas, enfrentam rivalidades, defendem seus ídolos e permanecem unidos mesmo nos momentos de derrota.

A diferença está na velocidade e no alcance. Um vídeo, uma publicação ou uma hashtag pode atravessar fronteiras em poucos minutos, mobilizando pessoas que jamais se encontraram pessoalmente.

Da música às causas sociais

A atuação dos fandoms não se limita à defesa de artistas. Essas comunidades também se envolvem em campanhas de solidariedade, arrecadação de recursos e projetos filantrópicos.

Em 2019, por exemplo, o grupo brasileiro Brazil Loves BTS, formado por admiradores da banda sul-coreana BTS, promoveu a distribuição de brinquedos para crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica, conforme relato mencionado pelo portal Metrópoles.

Quando os fandoms entram na política.

Nas redes sociais, especialmente no X, antigo Twitter, páginas dedicadas a artistas internacionais funcionam como pontos de encontro de comunidades que acompanham notícias, compartilham opiniões e organizam iniciativas coletivas.

Entre os artistas que possuem comunidades de fãs expressivas estão Taylor Swift, Billie Eilish, Ariana Grande, Dua Lipa, Justin Bieber, BLACKPINK, Anitta, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B e Luísa Sonza.

Relatos sobre a campanha eleitoral brasileira apontam que contas de fãs ligadas a esses artistas passaram a publicar manifestações de apoio a Lula. É importante distinguir, entretanto, o posicionamento de páginas administradas por admiradores de um eventual apoio oficial dos próprios artistas.

Quando a rivalidade dá lugar à política

Talvez o aspecto mais curioso desse fenômeno seja a capacidade de comunidades historicamente rivais encontrarem pontos de convergência.

Grupos que habitualmente disputam recordes de audiência, reproduções musicais e popularidade nas plataformas digitais podem deixar suas diferenças de lado para participar de uma mobilização política.

Isso não significa que todos os integrantes compartilhem as mesmas opiniões, mas demonstra como as redes de fãs podem servir de infraestrutura para campanhas e manifestações coletivas.

Há também desafios. A mesma velocidade que permite organizar ações solidárias ou ampliar debates públicos favorece a circulação de informações sem verificação, conflitos entre grupos e campanhas de ataques pessoais.

A novidade não está simplesmente no fato de jovens participarem da política. Está na maneira como se organizam, se comunicam e transformam comunidades culturais em espaços de atuação pública.

Participação política nas telas dos celulares

Os fandoms mostram que a participação política contemporânea já não depende exclusivamente dos partidos, dos sindicatos ou dos movimentos estudantis tradicionais. Ela também acontece nas telas dos celulares, entre músicas, vídeos, memes e hashtags.

E há uma questão que merece atenção: quando a paixão por um ídolo encontra a paixão política, nasce uma nova forma de participação democrática — mas também a responsabilidade de distinguir informação, propaganda e opinião.

Afinal, admirar um artista é uma escolha afetiva. Escolher os rumos de um país exige, além da emoção, informação e consciência crítica.

NR:  A atuação de um fã-clube não representa necessariamente o posicionamento do artista.

Estado conta com 8,6 milhões de eleitores. sendo que a abstenção no 1° turno chegou a 1,77 milhão, ou mais de 20% do contingente apto a votar.

Na manhã desta segunda-feira (12), a Justiça Eleitoral do Paraná iniciou a preparação das urnas eletrônicas para o segundo turno das Eleições 2026, que ocorrem no dia 25 de outubro. Os procedimentos em Curitiba foram acompanhados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, pelos juízes da 174ª Zona Eleitoral (ZE), doutor Leo Henrique Furtado Araujo, e da 175ª ZE, doutor Fernando Augusto Fabricio de Melo, e pelo diretor-geral do TRE-PR, Valcir Mombach.

O desembargador Luciano Carrasco explicou que os procedimentos de geração de mídias e de carga e lacração no âmbito do tribunais regionais eleitorais somente se iniciam após a liberação do Tribunal Superior Eleitoral. Ele também lembrou que, no Paraná, no próximo dia 25, os eleitores votarão apenas para o cargo de Presidente da República. “O trabalho de preparação das urnas vai de hoje até o dia 20 de outubro, e qualquer pessoa interessada pode acompanhar o trabalho, sem a necessidade de autorização prévia”, destacou o magistrado. 

Estatísticas e cronograma 

No Paraná, 8,6 milhão de eleitores estão aptos a votar em 27.333 Seções Eleitorais localizadas em 4.841 locais de votação (são 2.259 urnas de contingência). Em Curitiba, as eleições envolvem cerca de 4,2 mil urnas (206 de contingência), para atender 4.061 Seções Eleitorais distribuídas em 421 locais de votação, que recebem 1,4 milhão de eleitores. 

As informações sobre as datas e os horários das cerimônias em todos os Cartórios Eleitorais e os endereços de todos os Fóruns do estado estão disponíveis no Portal Eleições 2026, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), conforme cronograma. Os procedimentos acontecem até o dia 20 de outubro. 

Procedimentos

1ª Etapa – preparação: as urnas são preparadas com a instalação de uma mídia de carga, usada para gravar os dados das urnas.

2ª Etapa – carga das urnas com as mídias de votação e de resultado da votação: as urnas são testadas para verificar o correto funcionamento dos seus componentes. A configuração é concluída com todos os dados necessários para que a urna seja utilizada no dia da eleição.

3ª Etapa – lacração: depois de receber os dados das mídias e de ser configurada e testada, a urna é lacrada fisicamente.

Entenda

✅Geração de mídias: é a gravação dos dados necessários nas mídias (espécie de pen-drive) para o funcionamento das urnas eletrônicas, nos seguintes formatos: mídia de carga (contém informações como número da Seção Eleitoral e lista de candidatos e de eleitores aptos a votar), mídia de votação (preparada para armazenar os votos) e mídia de resultado de votação (grava o resultado da votação, que será enviado para a totalização).

✅Carga e lacração: o processo de instalação nas urnas dos dados obtidos com a geração de mídias. Em um ambiente controlado, as urnas são carregadas, de modo a garantir que todos acompanhem a carga e possam checar se os dados estão corretos.

Fonte: TRE-PR

Programação promovida pela Fiep em Curitiba e no interior possibilitou intercâmbio de experiências para fortalecer a inovação e os negócios do setor

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) realizou, entre os dias 5 e 9 de outubro, mais uma edição do projeto Conecta Mundo. Desta vez, a programação foi voltada ao setor da panificação, com a participação dos especialistas portugueses Hélder Simões e Vitor Morgado. Ao longo da semana, a iniciativa promoveu encontros e visitas técnicas em Curitiba e no interior do Estado para aproximar empresas e profissionais, compartilhar experiências e identificar oportunidades de cooperação entre Brasil e Portugal.

Promovido em parceria entre as gerências de Relações Internacionais e dos Conselhos Temáticos, Setoriais e Regionais da Fiep, com apoio de sindicatos filiados ligados ao setor, o Conecta Mundo estimula o intercâmbio técnico e institucional da indústria paranaense com outros países. Nesta edição, o objetivo foi contribuir para o desenvolvimento da cadeia da panificação por meio da troca de boas práticas, do contato com tecnologias e modelos de negócio e da geração de oportunidades comerciais.

Programação

A programação começou com uma reunião no Campus da Indústria, em Curitiba, na qual foram apresentadas a atuação do Sistema Fiep e iniciativas da entidade, entre elas o programa Paraná4Business. O encontro contou também com a participação do Consulado de Portugal em Curitiba e da Câmara Paranaense de Comércio e Indústria Brasil-Portugal e abordou possibilidades de aproximação entre empresas dos dois países, incluindo parcerias comerciais e investimentos no Paraná.

Na sequência, a agenda da semana contemplou diferentes elos da cadeia produtiva, da fabricação de ingredientes à produção de pães. Em Curitiba, foram realizadas visitas a empresas como a Pão Nino, Família Farinha, Padaria América e Casa Portuguesa – Doce Fado, com troca de experiências sobre processos produtivos, tecnologias e tendências da panificação.

No dia 6, os especialistas portugueses participaram da programação do evento “Posso Comer?: O futuro da alimentação é agora”. Entre os destaques esteve a apresentação da experiência da Serra da Estrela, em Portugal, com foco na relação entre tradição e modernidade, nos modelos de negócio e no desenvolvimento de produtos inclusivos na panificação, incluindo a produção sem glúten.

Nos dois últimos dias, a comitiva esteve em Guarapuava, onde visitou a Ireks do Brasil e a Cooperativa Agrária, e na região Oeste, também com visitas técnicas e encontros com empresas e lideranças locais do setor.

Especialistas foram recebidos por representantes de sindicatos da indústria da panificação e do Conselho Setorial da Fiep (Foto: Gelson Bampi).

No Paraná, exceções são Santana do Itararé, que elegerá também o prefeito, e Chopinzinho e São João, que decidem delimitação territorial em plebiscito.

No dia 25 de outubro, data do 2º turno das Eleições 2026, a urna terá menos opções de voto do que no 1º turno. A combinação de cargos e consultas varia conforme o estado ou município. A depender do local onde a eleitora ou o eleitor vota, há cinco cenários de votação possíveis. Confira o que aparecerá na urna em cada um deles. Para os eleitores paranaenses, que somam 8,6 milhões, o voto será exclusivamente para Presidência da República, exceto no município de Santana do Itararé, que terá eleição para prefeito. Ainda, em Chopinzinho e São João, no Sudoeste paranaense, haverá votação em plebiscito sobre a redefinição dos limites entre os dois municípios. Nos demais locais sem 2º turno para governador, eleição suplementar para prefeito ou plebiscito, o eleitorado votará apenas para presidente (dois dígitos).  

Governador e presidente  

Haverá também votação para escolha de governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Rio de Janeiro. Nesses estados, a urna exibirá primeiro o voto para governador e depois para presidente. Para cada cargo, a pessoa digitará dois números.  

Prefeito e presidente  

Haverá votação para prefeito e presidente nos seguintes municípios com eleição suplementar:  

  • Arroio do Sal (RS);  
  • Santana do Itararé (PR); 
  • Porto da Folha (SE); 
  • Macedônia (SP); 
  • Martinópolis (SP); 
  • Narandiba (SP).  

Em cada cargo, o eleitor digitará dois números.  

Prefeito, governador e presidente   

Em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), onde também terá eleição suplementar, o eleitor votará para três cargos, nesta ordem: prefeito, governador e presidente, todos com dois dígitos.  

Presidente e plebiscito  

Em algumas cidades, além do voto para presidente, os eleitores terão que responder à pergunta de um plebiscito. Veja quais:  

  • Chopinzinho e São João (PR): sobre a redefinição dos limites entre os dois municípios; 
  • Poxoréu e Primavera do Leste (MT): sobre o desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu, atualmente em Poxoréu, para incorporá-lo a Primavera do Leste; 
  • Colniza e Cotriguaçu (MT): sobre o desmembramento das áreas conhecidas como Ilhas de Ocupação, no Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, de Colniza para incorporação a Cotriguaçu.  

Nesses locais, a pessoa votará primeiro para presidente, digitando dois números, e depois responderá à pergunta exibida na urna.   

Horário de votação  

A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nas cidades com fuso horário diferente.   

Quem esteve apto para votar no 1º turno e não compareceu poderá votar normalmente no 2º turno. A Justiça Eleitoral considera cada etapa uma eleição independente. A ausência anterior continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa.  

Colinha eleitoral  

Apesar do número mais reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral continua recomendando que a eleitora e o eleitor levem a colinha eleitoral com os números das candidaturas escolhidas. O uso da anotação em papel ajuda a lembrar a sequência e facilita a votação na urna eletrônica.  

(*) Com informações do TSE.

Prefeitura de Curitiba tem contato com moradores e comerciantes da região nesta terça-feira (13), às 19h, no auditório da Rua da Cidadania do Cajuru.

Nesta terça-feira (13), a partir das 19h, a Prefeitura de Curitiba realiza reunião pública com moradores e comerciantes do Jardim Botânico para apresentar em detalhes o projeto e as etapas de obras da trincheira da Avenida Prefeito Lothário Meissner. O encontro acontece no auditório da Rua da Cidadania do Cajuru (Av. Prefeito Maurício Fruet, 2150, Cajuru).

A trincheira é uma obra viária que permitirá a ligação direta entre as ruas Engenheiro Ostoja Roguski e Alberto Twardowski, no Jardim Botânico. Os serviços devem começar ainda em outubro, incluindo alças de acesso e complexo viário completo, envolvendo iluminação, sinalização e urbanização em cerca de dez ruas da região.

A reunião é aberta a moradores e comerciantes, assim como pessoas que circulam pelo bairro. O projeto de requalificação viária do cruzamento da Lothário Meissner com as ruas Ostoja Roguski e Alberto Twardowski visa melhorar a mobilidade de um local que apresenta desafios à circulação e à fluidez do trânsito há décadas. A nova trincheira permitirá a ligação direta entre as vias, eliminando o atual cruzamento semaforizado e contribuindo para melhorar a circulação na região, prevendo a redução do tempo de percurso. Durante o encontro, os participantes poderão conhecer o projeto em detalhes e, posteriormente, tirar dúvidas com as equipes técnicas da Prefeitura.

Além da trincheira, a obra contempla a implantação de alças de acesso e a requalificação do sistema viário do entorno, incluindo intervenções de iluminação, sinalização, urbanização e paisagismo. O objetivo é facilitar a conexão com a BR-277, uma das saídas da capital com destino ao Litoral, que passará a receber novas pistas a partir deste ano para reduzir um gargalo viário na ligação entre Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana. O investimento total será de cerca de R$ 68 milhões, com a maior parte dos recursos oriundos da Secretaria de Estado das Cidades, a fundo perdido, mais contrapartida da Prefeitura de Curitiba.

Mudanças importantes na região

Na reunião, serão apresentados alguns detalhes do projeto que provocam mudanças importantes na região do Jardim Botânico. A Rua Dr. Jorge Meyer Filho perderá a ligação com a Rua Eng. Ostoja Roguski, devido à implantação da alça nordeste da trincheira. Já a Rua Cel. João da Silva Sampaio ganhará acesso à Rua Eng. Ostoja Roguski. E a Rua Said Fatuch passará a ser sem saída na ligação com a Av. Lothário Meissner.

O tempo de execução da obra é de 18 meses, com previsão de entrega para abril de 2028. Os serviços serão executados em quatro etapas, sendo a primeira a implantação dos desvios e início da alça sudeste.

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A passarela das Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu, foi temporariamente interditada neste domingo (11), às 8h, em razão do aumento da vazão do Rio Iguaçu. A medida é preventiva e integra os protocolos de segurança adotados na unidade de conservação. No momento da interdição, a vazão das Cataratas estava em aproximadamente 8,8 milhões de litros de água por segundo, volume quase seis vezes superior à média histórica, de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo. A reabertura

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Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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