Principais culturas de grãos e da pecuária tiveram aumentos expressivos no período. Estado é o segundo maior produtor de grãos e lidera a produção de carnes.
Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do IBGE, aponta que todas as principais culturas de grãos e da pecuária do Paraná tiveram saltos expressivos na produção nos últimos sete anos. O Estado é, hoje, o segundo maior produtor nacional de grãos, atrás apenas do Mato Grosso, e maior produtor de carnes, com liderança na avicultura e piscicultura.
Na análise do governador Ratinho Junior, “o resultado é fruto de estímulos ao setor, crédito e ampliação da infraestrutura energética baseada em fontes renováveis, estradas novas e um porto mais eficiente. O Paraná precisava apostar naquilo que é competitivo. Temos as maiores cooperativas da América Latina e centenas de agroindústrias e produtores que dedicam seu trabalho na produção de alimentos. Esse crescimento ajudou o PIB do Paraná e gerou dividendos para milhares de famílias.
Ainda de acordo com o chefe do executivo estadual, o Paraná conseguiu criar bons ambientes de negócios nos últimos anos, desburocratizou licenças, instalou redes trifásicas no campo e estamos em pleno ciclo de novos investimentos com a formatação dos Fundo de Investimento Agrícola do Paraná. “Com esses investimentos públicos, criamos as condições ideais para atração de investimentos privados e para posicionar o Paraná, que já exporta alimentos para mais de 190 territórios, um dos grandes supermercados do mundo”, afirmou.
A soja, principal cultura do Paraná, saltou de 19 milhões de toneladas para mais de 22,2 milhões, patamar recorde de toda a série histórica. O aumento foi de 16,6% em sete anos. No milho (primeira e segunda safras, cujas produções acontecem entre setembro e dezembro e janeiro e março), o aumento foi ainda maior, saindo de 12,76 milhões de toneladas para 20,865 milhões, aumento de 63,5%.
O plantio de feijão, que tem o Paraná como maior produtor nacional, saltou de 635 mil toneladas para 736,500 mil, chegando ao patamar de 860,843 mil em 2024, maior valor da série. O aumento foi de 15,9% entre 2018 e 2025. A arroz, que ajuda a completar o PF do brasileiro, teve produção ampliada de 137,3 mil toneladas para 148,7 mil toneladas, salto de 8,2%.
Essa também foi a realidade em outros segmentos da produção agropecuária. A safra de aveia saltou de 175 mil toneladas em 2018 para 257 mil em 2025, aumento de 46,8%. A produção de batata variou de 813.173 toneladas para 864.900 toneladas, maior patamar da série, com salto de 6,3%. A cevada foi de 219.232 toneladas para 492.900 toneladas, variação superior a 100%, e a produção de centeio saiu de 4.455 toneladas para 6.500 toneladas.
Na pecuária, cuja medição é trimestral, o Paraná ampliou a participação nacional em escala de milhões de unidades nos últimos sete anos. Na produção de frangos, o salto foi de 449 milhões de unidades no 4º trimestre 2018 para 588 milhões de unidades no 4º trimestre 2025, um aumento de 30%. O Paraná produz mais de 2 bilhões de frangos por ano e já tem cerca de 34% do mercado nacional.
A produção de suínos saiu de 2,3 milhões de unidades para 3,1 milhões de unidades. O Paraná é o segundo maior produtor e encurtou a distância para Santa Catarina nos últimos anos. Em relação aos bovinos, a evolução foi de 387 mil unidades para 432 mil unidades. Na piscicultura o salto também é relevante: de 123 mil toneladas em 2018 para 273 mil toneladas em 2025. Na produção de leite o salto é igualmente relevante, saindo de 842 milhões de litros de leite no 4º trimestre 2018 para 1,1 bilhão de litros no 4º trimestre 2025.





