Projeto da Grade Arquitetura oferece novas perspectivas urbanísticas, econômicas e turísticas para a região litorânea.
A Ponte da Vitória, vultosa obra sobre a Baía de Guaratuba, será inaugurada oficialmente na próxima quarta-feira (29), dia do aniversário de 255 anos de Guaratuba. Dentre as muitas iniciativas que vão enriquecer o evento, como shows musicais e pirotécnicos e a Expo Guaratuba, o Governo do Estado deve oficializar o projeto para construção do complexo náutico que ocupará parte do espaço que vem sendo utilizado em parte pelas operações do ferry boat.
A Grade Arquitetura foi a empresa vencedora do projeto de Procedimento e Manifestação de Interesse (PMI, convocado pela gestão estadual para a construção do complexo e que também prevê a revitalização de todo o acesso da região central de Guaratuba e também no alcance do outro lado, no acesso para Matinhos. Todo estudo foi pensado em harmonia com a nova obra da ponte, que tem quase 1,3 mil metros somente na parte principal. A Grade tem 25 anos de experiência e atuação na área de projetos urbanísticos e, de acordo com os arquitetos e projetistas Alexandre Cirino e Carolina Cabrera, tudo foi pensado visando fortalecer a mobilidade e o desenvolvimento econômico da região.
Os arquitetos ressaltam que o projeto valoriza a orla, incentiva atividades náuticas e propõe ampliar as opções de lazer e serviços, consolidando-se como um novo ponto de referência para moradores e visitantes. Como explica Cirino, “com o avanço da infraestrutura no Litoral, o espaço antes dedicado ao transporte de veículos e passageiros através de ferry boat ganha nova função, ampliando o potencial econômico e turístico da cidade. A previsão é que as obras tenham início a partir de 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.

Os estudos estão sob a coordenação da Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) e, pelo projeto estruturado, estima-se a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público. A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento está estimado em R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos. A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados.
Durante a obra, está prevista a geração de cerca de 1.425 empregos diretos e indiretos, o que deve injetar aproximadamente R$ 100 milhões em salários na economia local. Já na fase de operação, outros 695 postos de trabalho devem ser criados de forma direta e indireta.





