França enfrenta Espanha e Argentina pega Inglaterra nas semifinais da Copa 2026

Todos têm títulos mundiais e buscam nova final. Jogo de franceses e espanhóis será nesta terça (14) e a outra partida decisiva será no dia seguinte.

Os semifinalistas da Copa do Mundo da Fifa 2026 já estão definidos e farão seus jogos na terça (14) e quarta-feira (15), ambos às 16h. Todos são campeões mundiais. A França, que foi campeã em 1998 jogando em casa e depois em 2018, na Rússia, vai encarar a Espanha, detentora do título mundial de futebol de 2010, na África do Sul. Os argentinos já têm três títulos: 1978, 1986 e 2022. Portanto, é a única seleção que pode ser bicampeão, repetindo o feito do Brasil em 1958 e 1962. A Inglaterra, por sua vez, conquistou o único título há 60 anos. Foi na disputada em casa, em 1966, quando bateu a Alemanha na final.

O jogo entre França e Espanha será na terça às 16h, no AT&T Stadium, em Arlington, no Texas (EUA). O duelo coloca frente a frente duas seleções apontadas como favoritas ao título desde o início. A Espanha garantiu a vaga ao vencer a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final, com gol de Mikel Merino no fim. Fabián Ruiz abriu o placar, Charles De Ketelaere empatou ainda no primeiro tempo, e Merino decidiu aos 43 minutos da etapa final. A França, por sua vez, derrotou Marrocos por 2 a 0, placar que se repetiu das semifinais da Copa de 2022. Um dos gols foi marcado por Mbappé, que chega à parte final do torneio com oito gols, dividindo a artilharia com o argentino Messi.

O jogo entre argentinos e ingleses vai ocorrer às 16 de quarta no Mercedes-Benz Stadium, também conhecido como Estádio de Atlanta, localizado na cidade de Atlanta (EUA). A Inglaterra eliminou a Noruega por 2 a 1, num jogo ocorrido na noite de sábado (11) e em que foi dominado no segundo tempo. A Argentina, atual campeã, superou a Suíça na prorrogação por 3 a 1, em jogo encerrado somente na madrugada deste domingo (12). Os vencedores dos dois duelos farão a final no próximo domingo (19), às 16h, no Estádio de Nova York, na Nova Jersey. Os perdedores disputam o terceiro lugar n´sábado (18(, às 16, no Estádio de Miami.

Grande final

Após bater na trave em 1990 e 2018, a Inglaterra está novamente a um passo de jogar sua segunda final de Copa do Mundo da Fifa, embora tenha pela frente sua grande rival e atual campeã, a Argentina. A Inglaterra começou sua campanha nesta copa com o pé direito, vencendo a Croácia por 4 a 2, em um jogo bastante agitado pela primeira rodada do Grupo L. Na sequência, a equipe empatou em 0 a 0 com Gana – em uma partida de ritmo mais lento — antes de garantir a classificação em primeiro lugar ao vencer o Panamá por 2 a 0.

Os comandados de Thomas Tuchel demonstraram enorme resiliência ao virar o placar contra a República Democrática do Congo, na fase de 16-avos de final e, depois, precisaram de muita garra jogando com um homem a menos para superar o México, um dos anfitriões, nas oitavas de final. Os “Three Lions” exibiram a mesma força nas quartas de final, virando o placar para vencer a Noruega por 2 a 1, graças a mais dois gols de Jude Bellingham.

Lionel Messi deu o tom de um torneio incrível e repleto de recordes ao iniciar a defesa do título pela Argentina com ukma vitória por 3 a 0 sobre a Argélia , marcando um hat-trick que o igualou como o maior artilheiro da história da Copa do Mundo. Ele logo assumiu a liderança isolada dessa marca com mais gols nas vitórias sobre Áustria e Jordânia, além de balançar as redes em dois jogos eletrizantes — ambos vencidos por 3 a 2 — contra Cabo Verde, na fase de 16-avos de final após a prorrogação, e na virada sobre o Egito, nas oitavas de final. A equipe de Lionel Scaloni precisou novamente de 120 minutos para chegar a esta semifinal, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcando na prorrogação para garantir o triunfo por 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas de final.

A Inglaterra chega às semifinais pela segunda vez nas últimas três edições da Copa do Mundo, após ter perdido por 2 a 1 para a Croácia na prorrogação em 2018, na Rússia. Esse revés sucedeu uma decepção semelhante na semi de 1990, quando a equipe britânica foi derrotada nos pênaltis pela Alemanha Ocidental. Harry Kane também era o capitão na derrota para a Croácia em 2018 e, após terminar aquele torneio como artilheiro, o jogador do Bayern de Munique figura novamente entre os principais candidatos à Chuteira de Ouro adidas.

No entanto, a equipe de Tuchel está longe de depender de um único jogador; Kane tem recebido um apoio valioso no setor ofensivo de Bellingham, que é igualmente prolífico. Ambos os jogadores somam seis gols em igual número de partidas — essa é a primeira vez que uma seleção conta com dois jogadores que marcaram meia dúzia de gols em uma mesma Copa do Mundo, aliás. Marcus Rashford é o único outro jogador ter balançado a rede até o momento, embora Anthony Gordon e Bukayo Saka representem uma grande ameaça ofensiva e tenham contribuído com três assistências cada.

A Argentina, tricampeã mundial, busca se tornar a primeira seleção a conquistar o bicampeonato consecutivo desde o Brasil em 1962, chegando às semifinais pela sexta vez. A Albiceleste ostenta um aproveitamento de 100% nesta fase, tendo avançado para a final em todas as suas cinco participações anteriores. Messi também desempenhou um papel fundamental nas duas últimas semifinais da equipe: converteu a primeira cobrança de pênalti na vitória sobre a Holanda em 2014 e abriu o placar em cobrança de pênalti na vitória por 3 a 0 sobre a Croácia, quatro anos atrás.

O maior artilheiro da história da Copa do Mundo voltou a ser a referência do ataque argentino na América do Norte, mas foi um esforço coletivo que levou a equipe às portas de fazer história. Outros sete jogadores deixaram sua marca no placar, enquanto mais oito contribuíram com assistências. Na defesa, a dupla de zaga formada por Cristian Romero e Lisandro Martínez manteve sua combatividade habitual e, como se não bastasse, ainda fizeram gols importantes nos mata-matas.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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