Luto na Medicina: pioneiro da luta antitabagista

O médico e professor Leo Choma, um dos destacados nomes da luta antitabagista no Paraná, faleceu neste início de semana no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. O corpo está sendo velado nesta terça-feira (14) na Capela Jade, da Vaticano, e a despedida, restrita aos familiares, será às 13h no Crematório Vaticano. Nascido em Mallet (PR) e formado em 1961 pela Universidade Federal do Paraná, ele tinha 89 anos. A UFPR emitiu nota de pesar, destacando que o professor Leo Choma atuou no Departamento de Clínica Médica e foi o fundador da especialidade e disciplina de Pneumologia do Hospital de Clínicas. O CRM-PR também emitiu nota de pesar. Em 2011 ele recebei do Conselho o Diploma de Mérito Ético pelos 50 anos de formado com histórico exemplar, recebendo a comenda pelas mãos do filho também médico, Dr. Fábio Choma. Em 2021, a UFPR conferiu-lhe outro diploma, pelo Jubileu de Diamante.

O médico era especialista em pneumologia e tisiologia. Desde o final dos anos 1960 o Dr. Leo Choma já estava engajado nas campanhas de prevenção ao tabaco, tendo levado à sociedade e às representações políticas o debate sobre o tema, ao lado de outros eminentes professores de Medicina, como Jayme Slotnik, Gastão Pereira da Cunha, Ehrenfried Wittig e Lysandro Santos Lima. A primeira vitória do grupo antitabagista veio em 1971, quando o então prefeito Jaime Lerner sancionou lei proibindo o fumo no transporte coletivo urbano.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

Outras publicações