Golaço de jogador de Cabo Verde contra Argentina é eleito o mais bonito da Copa do Mundo

O lateral Sidny Lopes Cabral juntou-se à galeria de autores de gols mais marcantes de um Mundial.

O chute com efeito do lateral cabo-verdiano Sidny, contra a Argentina, na fase de 16-avos de final, foi eleito o Gol do Torneio Hyundai.

“Espero conseguir tirar algumas fotos ao lado do Messi”, disse Sidny Lopes Cabral antes de dividir o palco com a principal estrela do futebol mundial na fase de mata-mata da Copa do Mundo da FIFA 202. Os fotógrafos realizaram esse desejo. Mas o jogador nascido em Roterdã acabaria saindo de campo com uma recompensa ainda maior, graças a um chute de rara beleza na partida em que Cabo Verde encarou a poderosa Argentina, em Miami. Depois de deixar Alexis Mac Allister para trás em jogada individual, Lopes Cabral acertou uma finalização perfeita e colocou a bola no ângulo de Emiliano Martínez para empatar a partida em 2 a 2, já na prorrogação.

MIAMI GARDENS, FLORIDA - JULY 03: Lionel Messi #10 of Argentina competes for the ball against Sidny Lopes Cabral #13 of Cabo Verde during the FIFA World Cup 2026 Round of 32 match between Argentina and Cabo Verde at Miami Stadium on July 03, 2026 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Darrian Traynor/Getty Images)

Se a aventura de Cabo Verde chegou ao fim naquela noite, Sidny Lopes Cabral pôde comemorar mais tarde uma conquista individual: o prêmio Gol do Torneio Hyundai, superando Eldor Shomurodov, do Uzbequistão, e Wilson Isidor, do Haiti, que terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Com isso, ele sucede Maxi Rodríguez, Diego Forlán, James Rodríguez, Benjamin Pavard e Richarlison na lista de vencedores do prêmio.

“Quando driblei o marcador e encontrei um espaço, pensei: ‘Vou arriscar’”, contou o jogador, filho de pais cabo-verdianos. “Finalizo bem com os dois pés. Vi o espaço, mirei o ângulo e bati muito bem na bola. “Quando levantei a cabeça e vi a bola indo naquela direção, pensei: ‘O que foi que eu acabei de fazer?’. Não conseguia acreditar. Olhei para os meus companheiros, e todos estavam gritando, com as mãos na cabeça, completamente eufóricos.”

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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