Para Alexandre Curi, candidato ao Senado, as denúncias de envolvimento do ministro com Daniel Vorcaro são graves.
O presidente da Assembleia Legislativa e candidato ao Senado, deputado Alexandre Curi (Republicanos), manifesta indignação com o comportamento adotado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pelos envolvimentos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso em Brasília.
Curi classificou como “gravíssimos” os novos fatos envolvendo o ministro e disse que as revelações reforçam a necessidade das mudanças que propõe para o funcionamento da corte, com código de conduta, fiscalização externa e revisão nos critérios para a escolha dos ministros
Alexandre Curi, com base nas denúncias, defendeu o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que, se eleito senador, votará favoravelmente ao impeachment de ministros do STF envolvidos em irregularidades.

“Já me manifestei e quero reiterar que sou a favor do impeachment. Sem viés ideológico. Um senador tem que votar como juiz, baseado em provas. Já existiam fatos gravíssimos e, agora, novas provas apareceram. Meu voto é favorável ao impeachment”, afirmou.
É preciso preservar a instituição Supremo Tribunal Federal
O Senado precisa se reunir e se posicionar sobre a questão do impeachment. Eu defendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, inclusive para preservar a instituição. Se o processo estiver em plenário e eu estiver no Senado, voto favoravelmente ao impeachment, sem pauta ideológica, mas pelas provas”, declarou.
Durante a sabatina, Curi também afirmou que pretende combinar posições firmes sobre os grandes temas nacionais com uma atuação voltada aos interesses do Paraná.
Como quarta economia, o Paraná tem que ter força no Senado
O candidato criticou a falta de protagonismo da atual representação paranaense no Senado e citou como prioridades a Nova Ferroeste, a renovação da Malha Sul, o contorno ferroviário de Curitiba, a terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, a revisão do pacto federativo, a distribuição dos royalties, a atualização da tabela SUS e a regulamentação da reforma tributária com proteção ao cooperativismo.
“O Paraná é a quarta economia do Brasil e não pode continuar sem a força que merece no Senado. Quero discutir os grandes temas nacionais, defender meus princípios e valores, mas sem esquecer quem me colocou lá. É menos Brasília, mais Paraná”, afirmou.





