Organização policial confirma que “investigação tramita sob sigilo judicial e em respeito às garantias legais dos envolvidos”.
O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição e um dos coordenadores da campanha de seu partido, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (2), depois de denúncia de que teria sacado, por meio de um assessor, a importância de R$ 300 mil em uma agência localizada dentro das dependências da Assembleia Legislativa do Estado e que tal soma circulando às vésperas do pleito de domingo (4) poderia gerar suspeita de ato contrário à legislação eleitoral.
“A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) confirma a presença de agentes da Polícia Federal na Casa na manhã desta sexta-feira (2). A Alep ainda esclarece que desconhece o teor da investigação e que não foi notificada pela Polícia Federal”, diz nota divulgada pela casa legislativa, depois da circulação nas redes sociais de foto mostrando o parlamentar conversando com policiais, ocasião em que teria sustentado não havia qualquer ilicitude na transação bancária agendada previamente.
O assessor que fez o saque não chegou a ser nomeado, mas o deputado acionou sua assessoria jurídica para promover os esclarecimentos necessários. O episódio ganha repercussão pela proximidade do pleito e pelo fato de Mauro Moraes ser do partido e alinhado ao senador Sérgio Moro, que lidera as pesquisas eleitorais para o voto de sucessão a Ratinho Junior e oposicionista do candidato do governador. Até a parte da tarde desta sexta Mauro Moraes ainda não tinha se manifestado oficialmente. A PF, por sua vez, por meio da Comunicação Social, emitiu nota esclarecendo aspectos da operação.
Nota da Polícia Federal
“A Polícia Federal informa que cumpriu, nesta data, mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral no contexto de investigação destinada à apuração de possíveis ilícitos eleitorais e conexos.
A medida judicial foi deferida a partir de elementos informativos que apontam movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo operações envolvendo expressivo volume de recursos em espécie, circunstâncias que demandam aprofundamento investigativo para verificação de sua origem, destinação e eventual vinculação com infrações previstas na legislação eleitoral.
O cumprimento da ordem judicial teve como objetivo a arrecadação de documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros elementos potencialmente relevantes para o esclarecimento dos fatos, contribuindo para a preservação de provas e para a adequada instrução das investigações.
Por tramitar sob sigilo judicial e em respeito às garantias legais dos envolvidos, a Polícia Federal não divulgará informações sobre pessoas investigadas, locais objeto das diligências ou detalhes adicionais do procedimento.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a lisura do processo eleitoral, a preservação da ordem democrática e a apuração técnica e imparcial de eventuais irregularidades.”





