O dia depois da eleição

Agro paranaense tem demandas urgentes que devem ser tratadas pelo novo governador do Estado

Ágide Eduardo Meneguette

A eleição para governador e vice do Paraná está encerrada. Sergio Moro e Edson Vasconcelos estão eleitos, em primeiro turno, para assumirem as cadeiras no Palácio Iguaçu a partir do dia 1º de janeiro de 2027. Todos acompanhamos os meses de campanha, viagens, debates, caravanas e reuniões para concretizar em votos as propostas apresentadas.

Porém, ainda não é hora de descansar. Os quase 12 milhões de paranaenses esperam muito desta nova gestão. Afinal, sabemos dos problemas que a população enfrenta quando envolve saúde, educação, segurança pública, emprego e outros temas pertinentes.

No setor agropecuário, a situação é a mesma. Há pautas urgentes, que clamam por políticas públicas e medidas que, de uma vez por todas, resolvam os problemas. Alguns, em especial, impactam nossos produtores rurais e também a sociedade como um todo.

Por exemplo, o fornecimento de energia no Paraná precisa ser prioridade absoluta do próximo governo. Não há mais como conviver com apagões nos meios urbano e rural. A própria eleição foi impactada pela falta de energia elétrica. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), 94 municípios ficaram sem energia durante o pleito. Isso representa quase um quarto do total.

No meio rural, a situação está ainda mais calamitante. Diariamente os nossos agricultores e pecuaristas convivem com oscilações e/ou queda de energias. Os impactos são imediatos e, sempre, catastróficos, como morte de animais, equipamentos danificados, produção perdida e prejuízo financeiro.

A mudança na forma de a Copel atuar, a velocidade de ação e reação, a rotina de manutenção e o plano de manejo preventivo precisam ser rapidamente alinhados a partir de janeiro. O governo estadual é um dos principais acionistas (15,9% das ações) e precisa fazer valer esse papel.

A Copel (e o péssimo trabalho realizado atualmente) é um dos pontos urgentes. Mas também precisamos atuar fortemente na segurança no campo, estradas rurais, educação profissional agrícola, conectividade rural e crédito, entre outros pontos.

Tratando-se do setor agropecuário, Moro e sua equipe têm um norte. Em agosto, o Sistema FAEP entregou o Plano Diretor para o Agronegócio Paranaense 2027/30, elaborado em parceria com os sindicatos rurais do Paraná. O documento reúne propostas que retratam as necessidades de quem vivencia a realidade do campo, dentro e fora da porteira. Esse material, certamente, serve de bússola para o planejamento nestes três meses para, a partir de janeiro, começar efetivamente as ações práticas.

No mesmo nível em que confiam, o Sistema FAEP, sindicatos rurais, setor agropecuário estadual e produtores rurais paranaenses cultivam expectativas em relação ao futuro trabalho de Moro e Vasconcelos. Chegou a hora de arregaçar as mangas e tirar do papel os compromissos assumidos em campanha. O futuro governador e seu vice podem contar com o agro, assim como o agro conta com eles!

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP

Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette leva demandas do agro paranaense ao novo governador do Estado

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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