Projeto emerge de legado de família que cultua preservação, ciência e justiça e tem à frente o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, José Laurindo de Souza Netto.
A Chácara Solaris surgiu em meio à natureza exuberante aos pés da Serra do Mar Paranaense, em Quatro Barras, na Grande Curitiba. Por muitos anos representou a conjugação de esforços de uma família no engrandecimento de seus ideais, que incluem o zelo harmonia com o meio ambiente. Do lugar que guarda memórias, raízes e histórias do casal João Laurindo de Souza Netto e Dora Herderico de Souza, agora brota ousado projeto que visa transformar legado de vida em sinônimo de sustentabilidade, pesquisa, inovação, educação e transformação social.
É pela iniciativa de um dos filhos do casal, desembargador José Laurindo de Souza Netto, que há mais de 37 anos dedica sua trajetória profissional à magistratura e à Justiça brasileira, que nasce o Instituto Solaris Ambiental. “Um espaço vivo, onde a natureza encontra a ciência, o conhecimento se transforma em oportunidades e a esperança ganha novos caminhos”, declarou José Laurindo em 17 de outubro último, quando oficializou o instituto, “transformando o patrimônio de memórias em legado coletivo, colocando-o a serviço da sociedade e das futuras gerações. Afinal, o verdadeiro legado não está apenas naquilo que construímos durante a vida, mas naquilo que deixamos florescer na vida das outras pessoas.”
É com esse sentimento, como ressalta o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, que a antiga Chácara Solaris inicia sua transformação em campus vivo de sustentabilidade, pesquisa e inovação. “Queremos um ambiente que possa reunir universidades, pesquisadores, cientistas, instituições públicas, organizações sociais, empresas e a comunidade em torno de um propósito comum: transformar conhecimento em desenvolvimento humano, ambiental e social”, realça José Laurindo.
“Mais do que plantar árvores, queremos plantar pessoas. Plantar novos pensamentos, novas ideias, novos sonhos e novas oportunidades. Queremos que as futuras gerações sejam ainda melhores do que a nossa. Será efetivamente espaço dedicado à educação ambiental, pesquisa científica, agroecologia, bioinsumos, tecnologias sustentáveis, preservação dos recursos naturais, formação profissional e ações de inclusão e impacto socioassistencial”, complementa.
Encontro de ideias, propósitos e parcerias
A solenidade de lançamento, recém-realizada, reuniu representantes de diferentes segmentos do Paraná. “Pessoas comprometidas com a ciência, a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento social. Foi um momento de reflexão, união e construção coletiva. Diferentes experiências e conhecimentos se encontraram para dar os primeiros passos de um projeto que pretende ultrapassar as fronteiras de Quatro Barras, alcançar o Paraná, o Brasil e, futuramente, tornar-se referência internacional”, acrescentou o mentor do projeto.
Durante o evento, foi celebrado o termo de intenção de cooperação técnica, científica e institucional, que reuniu quatro organizações estratégias: além do próprio Instituto, a Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fufep), o Grupo Gesplam, de gestão de apoio institucional, e Instituto Brasileiro de Bioinsumos On Farm – IBBIO. Como explica José Laurindo, o documento representa um compromisso inicial de união de conhecimentos, experiências e capacidades institucionais, abrindo caminho para a etapa seguinte, destinado à estruturação e execução de projetos conjuntos.
Ainda em sua exposição, durante a solenidade, o desembargador José Laurindo de Souza Netto ressaltou que esse é apenas o começo de uma grande caminhada. “A próxima etapa será ampliar a rede de parceiros, alinhar projetos e mobilizar instituições que compartilhem o compromisso de transformar o Campus Vivo Solaris em uma referência para o Paraná e para o Brasil. Sabemos que os desafios serão grandes. Construir um projeto dessa dimensão exige planejamento, dedicação, recursos, conhecimento e, sobretudo, pessoas que acreditem no poder da transformação. Mas também sabemos que, na vida, nada acontece por acaso. Cada encontro, cada parceria e cada ideia compartilhada pode representar uma semente de um futuro melhor”.
Apresentado durante o evento, o Plano de Ação 2026–2028 estabelece as bases dessa caminhada, com iniciativas de conservação ambiental, pesquisa aplicada, educação, inovação e desenvolvimento humano, integrando ciência e comunidade em um verdadeiro laboratório vivo de sustentabilidade.
“A Chácara Solaris deixa de representar apenas a história de uma família para se tornar parte da história de muitas famílias. Um lugar onde crianças poderão descobrir o valor da natureza, jovens encontrarão oportunidades de aprender e inovar, pesquisadores poderão desenvolver soluções e comunidades terão novas possibilidades de crescimento e inclusão. Isso porque sustentabilidade não é apenas preservar o meio ambiente. É cuidar das pessoas, respeitar a vida, compartilhar conhecimento e garantir que o amanhã tenha mais oportunidades do que o hoje”.
Mais adiante, o magistrado reforçou: “O dia 17 de outubro de 2026 não representa apenas o lançamento de uma instituição. Representa o nascimento de um propósito coletivo, a valorização de uma história familiar e a decisão de transformar esse legado em benefício da sociedade. Que este seja o início de uma caminhada capaz de unir gerações, despertar talentos, aproximar a ciência das pessoas e transformar sonhos em realizações. Que cada árvore plantada represente uma esperança. Que cada pesquisa desenvolvida produza soluções. Que cada parceria firmada abra novos caminhos. E que cada pessoa que passar por esse espaço leve consigo uma nova maneira de enxergar o mundo. Da história de uma família nasce um legado para a humanidade. Assim nasce o Instituto Solaris Ambiental. Conhecimento que floresce. Inovação que acolhe. Futuro que transforma vidas.”
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