Museu do Olho, Museu de Arte Indígena e de História Natural do Capão da Imbuia são atrações fora da lista dos “imperdíveis”, como revela RP de hotel do Centro.
Conhecida por seus parques, pelo clima frio e por estar entre as cidades mais sustentáveis do país, Curitiba tem muito mais a oferecer a quem a visita pela primeira ou pela vigésima vez. E, embora a maior parte dos turistas já conheça o Museu Oscar Niemeyer – ou Museu do Olho, para os mais íntimos -, há muito mais histórias e culturas a visitar e revisitar na capital paranaense. Em vários cantos da cidade, museus com objetos raros e relatos incríveis que passam batido para quem é de fora.
Para quem fica poucos dias e quer conhecer os principais pontos turísticos, esse tipo de programa pode não estar na lista dos imperdíveis, mas ainda vale muito a visita, como destaca Luiz Henrique Ponchielli, Guest Relations do NH Collection Curitiba. Como o hotel fica bem no centro da capital, Luiz Henrique costuma ser consultado por hóspedes em busca de novas experiências culturais.
“A riqueza de Curitiba vai muito além dos roteiros tradicionais. Os hóspedes ficam aqui três, quatro dias, e muitas vezes não imaginam que a poucos quilômetros do hotel existe, por exemplo, um dos maiores acervos indígenas do mundo. E é exatamente essa carga cultural da cidade que me motiva a sempre recomendar esses lugares” afirma. Ele aponta três museus que não podem ficar de fora da sua próxima visita.

Museu de Arte Indígena
Com o objetivo de resgatar e preservar a cultura indígena brasileira, a empresária Julianna Podolan Martins criou, em 2009, o Museu de Arte Indígena (MAI), em Clevelândia, no interior do Paraná. Esse foi o primeiro museu particular do Brasil dedicado exclusivamente à produção artística dos indígenas brasileiros. Já em 2016, o MAI foi inaugurado no Água Verde, perto do centro de Curitiba. O museu conta com um dos maiores acervos de arte indígena do mundo. As peças estão divididas entre arte plumária, cerâmica, cestas, instrumentos musicais, máscaras ritualísticas e objetos utilitários de mais de 40 etnias indígenas do país. Entre os destaques estão uma canoa de sete metros, trazida de uma ilha considerada sagrada no Xingu, e um pariko feito com unhas de tamanduá e labrete em madre-pérola da etnia Borôrô.
Serviço: O Museu de Arte Indígena fica localizado na Av. Água Verde, 1413, e é aberto ao público de segunda a sábado das 10h às 17h30. A entrada tem valor individual de R$ 16 (meia-entrada) e R$ 32 (inteira).

Museu de História Natural do Capão da Imbuia
Inaugurado em 1995, o Museu de História Natural do Capão da Imbuia (MHNCI) é, além de uma ótima opção de lazer, um dos mais completos documentos da história natural do Paraná. Vinculado ao Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Prefeitura de Curitiba, ele inclui uma praça, uma biblioteca e exposições internas sobre ecossistemas regionais, contando com diversos tipos de coleções da fauna local. Alguns exemplos são uma coleção de insetos com mais de 70 mil exemplares e uma coleção de mamíferos com mais de 7 mil exemplares. Entre os espécimes estão espécies ameaçadas, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).
Além das exposições internas, o museu também conta com a trilha “Caminho das Araucárias”. Ao longo de uma passarela elevada, que percorre o interior da mata, os visitantes podem aprender mais sobre os animais e seu ambiente natural e ter noções gerais da flora local, compreendendo a importância da conservação dos ambientes para a preservação das espécies. “Para quem gosta de entender mais sobre as riquezas naturais da cidade que está visitando, esse é o lugar certo para um passeio diferente e cheio de novos conhecimentos”, pontua Ponchielli.
Serviço: O Museu de História Natural do Capão da Imbuia fica na Rua Prof. Benedito Conceição, 407, e é aberto ao público de terça a sábado das 9h às 19h. A entrada é franca.

Museu Paranaense
Fundado em 1876, o Museu Paranaense (Mupa) é o terceiro museu público mais antigo do Brasil e o mais antigo do Paraná. Seus fundadores foram o desembargador Agostinho Ermelino de Leão e o médico José Cândido da Silva Murici, que tinham o objetivo de expor as riquezas naturais, históricas, agrícolas e industriais do Paraná.
Atualmente, o museu está dividido em seis núcleos: antropologia; comunicação e gestão de conteúdo; arqueologia; arquitetura e design; história; e educativo. O acervo tem mais de 500 mil peças vindas de todas as partes do país. A coexistência de artes contemporâneas com objetos centenários reforça uma ideia de descolonizar o pensamento, construindo novos saberes e olhando para o futuro.
Outro destaque do local é o próprio prédio em que ele está instalado, na Praça João Cândido, bem em frente à famosa Feira do Largo da Ordem, realizada todos os domingos. O Palácio São Francisco, construído entre 1928 e 1929 pelo engenheiro Eduardo Fernando Chaves, a pedido de Júlio Garmatter, foi, inicialmente, residência particular da família Garmatter. Depois, convertido em prédio público, funcionou como sede do Governo do Paraná e do Tribunal Regional Eleitoral, até encontrar sua verdadeira vocação como museu.
Serviço: O Museu Paranaense fica localizado na Rua Kellers, 289, e é aberto ao público de terça-feira a domingo das 10h às 17h30. A entrada é franca.





