A depender das pesquisas eleitorais, o presidente Lula da Silva precisa de um milagre neste domingo para sacramentar seu quarto mandato. Mas a verdade dos votos nas urnas pode condenar o formato de pesquisas.
A poucas horas do início da eleição do segundo turno para presidente da República, que vai apontar de forma democrática aquele que vai governar o País nos próximos quatro anos, as pesquisas eleitorais acenam com um panorama nada positivo para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com seu histórico de grande estadista, de importantes realizações e até um debate na Globo em que pareceu dissolver dúvidas sobre seu raciocínio ligeiro às vésperas de completar 81 anos.
A quase totalidade das sondagens de institutos de pesquisas sinaliza que, neste segundo turno, o atual presidente vai depender de muitos fatores para conseguir reverter o que parece factual. Sua rejeição sugere dar lugar a Flávio Bolsonaro, o candidato do PL, que, mesmo longe de ser o candidato oposicionista dos “sonhos”, encaixa-se no perfil de busca ao “desconhecido” e de novidade a uma voz que parece ter cansado. Os fatores, aqui pensados, estão associados à mudança de voto (mesmo do nulo ou branco) e comparecimento às urnas daqueles que estiveram na abstenção do primeiro turno.
Foram nada menos do que sete pesquisas de institutos de grande credibilidade divulgados neste sábado (24), véspera do segundo turno. Todas elas apontam vitória de Flávio Bolsonaro. Isto, lembrando que às vésperas do primeiro turno, salvo mínimas exceções, a maioria indicava que Luiz Inácio Lula da Silva viraria em primeiro lugar. E, para algumas, até liquidando a fatura sem necessidade de segundo turno. Na véspera, sete outras apresentaram seus resultados, com placar de 6 a 1 pró-Flavio.
A pesquisa Datafolha, uma das mais esperadas e não necessariamente a que mais se aproximou dos resultados do primeiro turno apurado, indica agora Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Nos votos totais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro emplaca 48 a 47%, que se somam a 3% de brancos e nulos e mais 2% de indecisos. A incógnita vem quando se observa as limitações de crescimento, pois Lula tem 46% de rejeição e Flávio 45%.
A primeira pesquisa do sábado, porém, não foi a da Datafolha. Foi a da CNT/MDA, apontando o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas o primeiro aparecendo 50,7% dos votos válidos e o presidente com 49,3%. A pesquisa coloca Flávio numericamente à frente de Lula, mas a diferença de 1,4 ponto percentual nos votos válidos fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A Quaest apresentou Flávio Bolsonaro com 51% e Lula, com 49%. Os números apontam empate técnico, porque a diferença entre eles está dentro da margem de erro.
A Veritá,que foi uma das mais próximas do resultado final do primeiro turno, aponta 50,2% a 47,5%.
A rodada da Palver coloca Flávio com 50% das intenções de voto, contra 49% do atual presidente. Votos brancos, nulos e eleitores indecisos somam apenas 1% do total. No levantamento da Gerp, o senador atinge 52% de votos válidos, enquanto o petista marca 48%.
No levantamento BTG/Nexus, Flávio registra 50,5%, enquanto Lula marca 49,5%. Na comparação com o levantamento divulgado no início da semana, o candidato do PL oscilou de 50,3% para 50,5%, enquanto Lula teve uma variação de 49,7% para 49,5%. A diferença de 0,6 passou para um ponto percentual.
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, o candidato do PL tem 50,8% dos votos válidos. Lula registra 49,2%. A diferença entre os dois candidatos é de 1,6 ponto percentual. Como a margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento do Instituto França, divulgado neste sábado, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,4% das intenções de voto, contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição, considerando os votos válidos.
A Gerp aponta 52% dos votos válidos para Flávio e 48% para Lula. O instituto entrevistou 2.400 eleitores entre os dias 22 e 24 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A Real Time Big Data encontrou os mesmos percentuais, em levantamento divulgado na sexta-feira (23), também com empate técnico.





