Curitiba repete resultado da edição do ano passado, na condição de destaque, o que é comemorado pelo prefeito Eduardo Pimentel.
O Atlas da Mobilidade Social Brasil, lançado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) coloca Curitiba como a capital com maior índice de mobilidade social no Brasil. O resultado da pesquisa revela que uma criança nascida na capital paranaense, em uma família situada entre a metade mais pobre da população, tem 17,13% de probabilidade de alcançar o grupo dos 25% mais ricos quando adulta, o maior percentual entre todas as capitais do país.
O resultado coloca Curitiba à frente de Cuiabá (MT), 16,63%, Goiânia (GO), 16,38% e Florianópolis (SC), 16,19%, enquanto a média nacional é de 10,82%. Isso significa que a chance de ascensão até o quarto superior da distribuição de renda é 58% maior que a média brasileira.
O prefeito Eduardo Pimentel comentou estes índices, destacando como as políticas sociais e de incentivo ao emprego e renda beneficiam a mobilidade social na cidade: “Em Curitiba, nós investimos nas pessoas, na educação, na qualificação profissional, no empreendedorismo e facilitando a geração de empregos. O poder público trabalha para que mais curitibanos possam oferecer condições dignas para suas famílias”.
Além de oferecer as maiores oportunidades de ascensão, Curitiba também apresenta um dos menores riscos de permanência na pobreza. Apenas 39,74% das crianças nascidas em famílias de baixa renda permanecem, quando adultas, entre os 50% mais pobres da população. Trata-se do menor percentual entre todas as capitais brasileiras, bem abaixo da média nacional, de 66,56%.
Outro destaque é a baixa probabilidade de permanência na pobreza mais intensa. Em Curitiba, apenas 9,40% permanecem entre os 25% mais pobres e 1,90% continuam entre os 10% mais pobres na vida adulta. Esses índices estão entre os menores do Brasil e representam menos da metade da média nacional, de 38,77% e 17,04%, respectivamente.
Os dados também mostram elevada mobilidade intergeracional. Em Curitiba, 70,91% das crianças conseguem atingir, na vida adulta, uma posição de renda pelo menos dez percentis superior à de seus pais. O índice supera a média brasileira, de 64,13%, e é um dos mais elevados entre as capitais.
Outro indicador que reforça esse desempenho é o percenill médio de renda alcançado, que chega a 54,74 em Curitiba. O resultado é um dos maiores do país e mostra que, em média, crianças oriundas da metade mais pobre da distribuição de renda conseguem atingir uma posição acima da mediana nacional quando adultas.

Na área da educação, o Atlas estima que 55,07% dessas crianças concluem o ensino médio, acima da média brasileira (49,94%). Já a probabilidade de conclusão do ensino superior é de 1,73%, próxima da média nacional de 1,94%.
O Atlas da Mobilidade Social foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros para identificar onde estão as melhores oportunidades de ascensão social no país. As estimativas acompanham milhões de brasileiros desde a infância até a vida adulta, utilizando bases de dados administrativas e pesquisas oficiais para medir como o local de nascimento influencia as oportunidades econômicas ao longo da vida.
No levantamento divulgado no ano passado, Curitiba já aparecia como a capital com maior índice de mobilidade social no Brasil. Em 2025 o Atlas mensurou que 58,9% dos curitibanos nas famílias com menor renda na cidade se tornaram adultos que subiram aos 50% da população com maior renda. Também foi verificado nesta pesquisa anterior que 2,62% dos nascidos entre as famílias mais pobres em Curitiba subiram para o grupo dos 10% mais ricos da cidade. Para este ano, este índice cresceu para 2,84%.







