Em recado a Donald Trump e ao bolsonarismo Lula disse: “não se meta neste País. Aqui não é país de vira-latas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, em Curitiba, durante comício neste sábado (12), que vai cobrar investigação de todos os processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e, inclusive, sobre seu filho Lulinha que, se errou, terá que pagar. O presidente se referiu às denúncias que minaram a corte brasileira.
Em discurso letal, Lula disse que quer resultados, diante das acusações envolvendo o INSS, o Banco Master e até seu próprio filho. O presidente puxou os escândalos para o centro do palanque e tentou devolvê-los aos adversários.
Derrotar a mentira
“Este ano vamos derrotar a mentira. A mentira nunca mais vai ganhar uma eleição neste país”, afirmou. Em vez de deixar a oposição escolher o campo da batalha, procurou ocupá-lo primeiro.

Sobre as fraudes no INSS, disse que seu governo desmontou a organização responsável pelos desvios contra aposentados. Ao abordar o Banco Master, associou a ascensão de Daniel Vorcaro ao período do governo Jair Bolsonaro e contrapôs: foi durante sua administração que o banqueiro acabou preso e o banco, fechado. A mesma linha já havia sido adotada pelo presidente no comício de Porto Alegre, na noite anterior.
Sem citar Flávio Bolsonaro nominalmente, chamou seu adversário de mentiroso e atacou aqueles que, segundo ele, foram aos Estados Unidos pedir intervenção sobre assuntos brasileiros. “Este não é um país de viralatas”, afirmou. Atacou com todas as forças a família Bolsonaro, dizendo que os seus membros são corruptos e que tentaram destruir o país.
Políticas destinadas às mulheres
O eleitorado feminino ganhou espaço especial no discurso, numa eleição em que esse segmento novamente poderá ser decisivo. Lula procurou associar sua candidatura às políticas destinadas às mulheres e reforçar uma faixa do eleitorado que teve papel importante em sua vitória de 2022.
Lula não veio a Curitiba somente atrás de seus próprios votos. Pediu explicitamente apoio a Requião Filho para o Governo do Paraná e a Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha para o Senado. Ao falar de Requião Filho, recorreu até à herança política: “Esse menino tem DNA. Eu conheço o pai dele”.
A frase revela talvez a parte mais interessante da passagem de Lula por Curitiba.
O presidente precisa vencer sua própria eleição. Requião Filho precisa que Lula consiga fazer algo mais difícil: transferir votos.
Boca Maldita, laboratório eleitoral
A Boca Maldita virou, assim, um laboratório eleitoral. De um lado, Lula tenta transformar denúncias e escândalos em demonstração de que seu governo investiga até aquilo que pode lhe causar desgaste. Do outro, procura convencer o eleitor paranaense de que sua chapa estadual é extensão de seu projeto nacional.
Curitiba foi a cidade onde Lula permaneceu preso durante 580 dias. Neste sábado, voltou não para acertar contas com o passado, mas para pedir mais quatro anos de futuro.
No fim das contas, porém, Lula deixou para si mesmo uma promessa perigosamente simples: “A mentira nunca mais vai ganhar uma eleição neste país.”
Por fim, mandou um recado a Donald Trump: “não se meta neste país. Aqui não é república das bananas”.
A mentira não vai ganhar mais eleições no Brasil, afirma Lula em Curitiba
Em recado a Donald Trump e ao bolsonarismo Lula disse: “não se meta neste País. Aqui não é país de vira-latas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, em Curitiba, durante comício neste sábado (12), que vão cobrar investigação de todos os processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e, inclusive, sobre seu filho Lulinha que, se errou, terá que pagar. O presidente se referiu às denúncias que minaram a corte brasileira.
Em discurso letal, Lula disse que quer resultados, diante das acusações envolvendo o INSS, o Banco Master e até seu próprio filho. O presidente puxou os escândalos para o centro do palanque e tentou devolvê-los aos adversários.
Derrotar a mentira
“Este ano vamos derrotar a mentira. A mentira nunca mais vai ganhar uma eleição neste país”, afirmou. Em vez de deixar a oposição escolher o campo da batalha, procurou ocupá-lo primeiro.
Sobre as fraudes no INSS, disse que seu governo desmontou a organização responsável pelos desvios contra aposentados. Ao abordar o Banco Master, associou a ascensão de Daniel Vorcaro ao período do governo Jair Bolsonaro e contrapôs: foi durante sua administração que o banqueiro acabou preso e o banco, fechado. A mesma linha já havia sido adotada pelo presidente no comício de Porto Alegre, na noite anterior.
Sem citar Flávio Bolsonaro nominalmente, chamou seu adversário de mentiroso e atacou aqueles que, segundo ele, foram aos Estados Unidos pedir intervenção sobre assuntos brasileiros. “Este não é um país de viralatas”, afirmou. Atacou com todas as forças a família Bolsonaro, dizendo que os seus membros são corruptos e que tentaram destruir o país.
Políticas destinadas às mulheres
O eleitorado feminino ganhou espaço especial no discurso, numa eleição em que esse segmento novamente poderá ser decisivo. Lula procurou associar sua candidatura às políticas destinadas às mulheres e reforçar uma faixa do eleitorado que teve papel importante em sua vitória de 2022.
Lula não veio a Curitiba somente atrás de seus próprios votos. Pediu explicitamente apoio a Requião Filho para o Governo do Paraná e a Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha para o Senado. Ao falar de Requião Filho, recorreu até à herança política: “Esse menino tem DNA. Eu conheço o pai dele”.
A frase revela talvez a parte mais interessante da passagem de Lula por Curitiba.
O presidente precisa vencer sua própria eleição. Requião Filho precisa que Lula consiga fazer algo mais difícil: transferir votos.
Boca Maldita, laboratório eleitoral
A Boca Maldita virou, assim, um laboratório eleitoral. De um lado, Lula tenta transformar denúncias e escândalos em demonstração de que seu governo investiga até aquilo que pode lhe causar desgaste. Do outro, procura convencer o eleitor paranaense de que sua chapa estadual é extensão de seu projeto nacional.
Curitiba foi a cidade onde Lula permaneceu preso durante 580 dias. Neste sábado, voltou não para acertar contas com o passado, mas para pedir mais quatro anos de futuro.
No fim das contas, porém, Lula deixou para si mesmo uma promessa perigosamente simples: “A mentira nunca mais vai ganhar uma eleição neste país.”
Por fim, mandou um recado a Donald Trump: “não se meta neste país. Aqui não é república das bananas”.





