Dos governadores eleitos em 1° turno, 13 fecharam com Flávio e cinco com Lula

Entre os concorrentes ao segundo turno, sete candidatos estão alinhados com a oposição e três com o atual presidente.

Na reta final da campanha para Presidência da República, o atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o oposicionista Flávio Bolsonaro (PL) buscam apoio principalmente entre os governadores eleitos e os que disputam o segundo turno, de olho no palanque e no potencial de engajamento dos prefeitos nos Estados. Esta é uma força que pode ser diferencial na acirrada disputa por votos.

No aspecto numérico, o candidato à sucessão saiu bem à frente, conseguindo angariar apoio de nada menos do que 13 dos governadores eleitos, o último deles Eduardo Braide (PSD), que estará do executivo do Maranhão em 2027. O presidente Lula recebeu o apoio de cinco dos eleitos. Outros três ainda não se manifestaram. Dos candidatos que estarão no segundo turno no Distrito Federal e outros Estados, sete estão com Flávio, três com Lula e dois se dizem ainda neutros.

Nas eleições deste ano, houve recorde de confirmação de governadores já no primeiro turno. Foram 21. Destes, 13 estão com Flávio Bolsonaro, dentre eles o futuro chefe do executivo eleito pelo Paraná, Sergio Moro, que é do mesmo partido. Além deles, os apoios vêm de Daniel Vilela (MDB), de Goiás; Otaviano Pivetta (Republicanos), do Mato Grosso; Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul; Cleitinho Azevedo (Republicanos), de Minas Gerais; Dr. Daniel (PODE), do Pará; Douglas Ruas (PL), do Rio de Janeiro; Zucco (PL), do Rio Grande do Sul; Marcos Rogério (PL), de Rondônia; Arthur Henrique (PL), de Roraima; Jorginho Mello (PL); e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. A eles ainda se juntou neste início de semana Eduardo Braide (PSD), do Maranhão.

Estão fechados com o presidente Lula, os governadores eleitos Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; e Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe.

O governador eleito de Alagoas, JHC (PSDB), recebeu apoio de Bolsonaro no 1° turno, mas ainda não declarou estar alinhado com nenhum dos dois candidatos a presidente neste segundo turno. Dr. Furlan (PSD), do Amapá, não se manifestou, enquanto Raquel Lyra (PSD), reeleita para o governo de Pernambuco, disse ser grata a Lula pelo apoio recebido durante o seu governo, mas que se manteria neutra no segundo turno.

Agora, Distrito Federal, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins terão 2º turno para definir seus governantes. No Acre, os dois candidatos que fazem a rodada final, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), estão fechados com Flávio Bolsonaro. No Amazonas, tem apoio de Professora Maria do Carmo (PL); no Distrito Federal de Celina Leão (PP); do Espírito Santo de Lorenzo Pazolini (Republicanos); e no Tocantins também dos dois candidatos, Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB).

Os que estão apoiando Lula são Omar Aziz (PSD) no Amazonas; Leandro Grass (PT) no Distrito Federal; e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte. Ricardo Ferraço (MDB), no Espírito Santo, e Allysson (União), que no segundo turno disputa contra um candidato do PT, ainda não se manifestaram.

São mais de 158,7 milhões de eleitores e eleitoras aptas a votar no segundo turno das eleições, tanto nas urnas eleitorais em todos os estados e no Distrito Federal, quanto no exterior. Mesmo os que não votaram no primeiro turno podem exercer o seu direito e, os que não o fizeram, terão de fazer justificativa junto à Justiça Eleitoral. São 21 os Estados que já elegeram seus governador e também parlamentares. Mesmo assim, os seus eleitores terão de se juntar ao DF e de outros cinco Estados terão de votar tanto para a chefia do executivo estadual como nacional.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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