Encontro reuniu representantes da Abraceel e da CCEE para esclarecer dúvidas das indústrias paranaenses sobre o setor.
O Conselho Temático de Energia da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) promoveu, em 22 de julho, uma reunião para discutir avanços e desafios do mercado livre de energia, incluindo os impactos de recentes pedidos de recuperação judicial por comercializadoras do setor. O encontro teve a participação de representantes da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que apresentaram perspectivas para esse mercado no país.
Na abertura, o coordenador do conselho, Rui Londero Benetti, explicou que a pauta surgiu de uma demanda da diretoria da Federação. “Muitas indústrias do estado estão tendo problemas com as empresas que foram contratadas para fazer comercialização (no mercado livre) e se sentiram desamparadas no aspecto do fornecimento, o que é muito relevante porque causa perdas financeiras e econômicas”, afirmou.
Pela Abraceel, o vice-presidente executivo Alessandro Cantarino apresentou um panorama da evolução do mercado livre, destacando que, desde 2024, todos os consumidores de alta tensão podem migrar para esse ambiente de contratação. Ele também ressaltou que a entidade defende medidas para ampliar a segurança e a liquidez do setor. “O mercado tem passado por uma situação de uma baixa liquidez que não afeta somente os nossos associados enquanto comercializadores, mas os próprios consumidores, quando precisam ajustar as suas posições”, disse. “Esse é um debate que a associação tem levado adiante, porque a gente acredita que ele precisa de atenção não só dos agentes do lado privado, mas em especial da governança setorial.”
Na sequência, a gerente executiva de Cadastros e Contratos da CCEE, Adriana Sambiase, destacou que o mercado livre já responde por 42,9% do consumo nacional de energia elétrica e que a próxima etapa será ampliar o acesso aos consumidores de baixa tensão. Ela ressaltou que o foco agora é fortalecer a experiência do consumidor, a segurança das operações e os mecanismos de governança.
- Desafios do mercado livre de energia são tema de reunião na Fiep.
“A gente vê que o mercado amadureceu muito, teve novas relações comerciais, mais complexas e sofisticadas ainda. Aumentou muito a competição e a maior exposição a risco. Então, esses mercados maduros não eliminam o risco. Ele vai existir como em qualquer mercado, então é importante aprender como administrar esse risco”, afirmou.
Ao final, o conselho reforçou a importância de ampliar o diálogo entre a indústria e os agentes do setor elétrico, contribuindo para que as empresas tomem decisões mais seguras e estejam preparadas para as transformações do mercado de energia.






