Flávio e Lula vão para o mata-mata no segundo turno no dia 25 de outubro

Flávio disse que é hora de acabar com o PT e Lula afirma que é hora de mostrar a real fotografia do Brasil

Foram dias e meses intensos, de intolerância, ódio, denúncias, brigas e descontrole dos sistemas Judiciário e Congresso Nacional. Palavras como ladrão, canalha, foram comuns nesta maratona que terminou com o candidato Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com perto de 56 milhões de votos. O percentual de diferença entre eles, não foi suficiente para uma vitória no primeiro turno.

Flavio Bolsonaro disse que o Brasil quer mudanças e acabar com a hegemonia do PT. “Os brasileiros não querem mais impostos, aumento da criminalidade que tomou conta do país. Vamos para o segundo turno com campanha limpa e pretendemos atacar os problemas reais do Brasil. O Brasil vai vencer”.

Lula fez uma avaliação sobre o resultado, afirmando que ele, muitas vezes, não é o esperado. Eu queria ganhar no primeiro turno, mas já vivi isso duas vezes. Vou para o segundo turno e sou bom no mata-mata. O segundo turno é a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil e o diferencial será as propostas de governo”.

Estratégia dos candidatos

O segundo turno começa praticamente do zero, mas Flávio entra nele com vantagem psicológica. Lula, que aparecia numericamente à frente em 10 das 14 pesquisas nacionais compiladas na véspera, terá de buscar votos principalmente entre os eleitores dos candidatos eliminados e tentar conter a rejeição.

Flávio, por sua vez, precisa transformar a dianteira do primeiro turno em maioria — e ampliar sua votação para além do eleitorado bolsonarista.

Lula e Flávio frente a frente

As urnas fizeram o que as pesquisas não conseguiram fazer: tiraram a eleição do terreno das projeções e colocaram Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente. E com uma surpresa indigesta para o Palácio do Planalto: Flávio chega ao segundo turno na dianteira.

A partir de agora o Brasil terá apenas duas opções na urna e uma campanha de três semanas que promete ser muito mais pesada do que a primeira. De um lado, Lula tentando impedir o retorno do bolsonarismo ao Palácio do Planalto. Do outro, Flávio Bolsonaro carregando o sobrenome do pai, mas agora obrigado a provar que consegue conquistar também o eleitor que não se considera bolsonarista.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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