Moro retoma trabalhos no Senado, diz que vai ajudar na eleição de Flávio e iniciar governo de transição

Governador eleito seguiu para Brasília ao lado da esposa, que é deputada federal por São Paulo e agora vai assumir cadeira pelo Paraná.

Antes de embarcar para Brasília ao lado da esposa Rosângela Moro, para a retomada dos trabalhos desta legislatura, o senador Sergio Moro (PL), agora eleito em primeiro turno para governar o Paraná de 2027 a 2030, disse em entrevistas e a correligionários que a prioridade de momento é cumprir a promessa de ajudar Flávio Bolsonaro (PL) a ser eleito Presidente da República e aposentar “de uma vez por todas” o atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o estafe do futuro ocupante do Palácio Iguaçu, a expectativa para início do governo de transição e a montagem total da equipe, em especial os secretários de Estado, será uma missão a ser iniciada tão logo termine o segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Nas entrevistas que concedeu, como a feita na manhã desta terça-feira (6) à Rádio Banda B, Sérgio Moro insistiu que seu plano de governo não oferece saídas mirabolantes, mas que, com amparo técnico e muito trabalho, será capaz de levar adiante as propostas. Moro, eleito com 50,10% dos votos válidos no domingo (4), realça que sua plataforma política tem em destaque as áreas de saúde, educação, segurança pública e investimentos em infraestrutura. Sucessor de Ratinho Junior (PSD) a partir de 1° de janeiro de 2027, o atual senador disse que não há conflito com o atual governante e que, ao receber os cumprimentos dele logo após o término do pleito, teve a garantia de facilitação do processo de transição e apoio para uma gestão em benefício dos paranaenses.

“Queremos um governo que seja enxuto, honesto e eficiente”, resumiu o governador eleito, antes de historiar as suas propostas, a começar pela questão da segurança. Ele defende a criação de forças-tarefas em série para desmantelar grupos criminosos organizados que atuam no Estado, o que tende a “devolver a segurança às famílias paranaenses”. Voltou a falar sobre o plano de construir um presídio estadual de segurança máxima, para abrigar membros de facções criminosas, assassinos de policiais e de mulheres.

Falando sobre a questão da saúde, Sergio Moro disse entender que há muito por fazer, embora reconheça as condições diferenciadas do sistema público de saúde paranaense em relação a outros estados. “A saúde não vai bem e temos aí problema de financiamento”, citou, sem deixar de sustentar a promessa feita às representações do setor médico-hospitalar de implantar a Tabela SUS Paranaense, modelo de complemento de pagamentos dentro da tabela do Sistema Único de Saúde que se encontra bastante defasado. São Paulo e Goiás são estados que já adotam tal mecanismo como forma de incentivar a rede conveniada a abastecer plenamente a assistência.

Sergio Moro diz que implementar melhorias na área de educação é outra prioridade e que a expansão do ensino integral será um grande diferencial. Mesmo reconhecendo a liderança do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), entende que isso não se traduz em resultados semelhantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Que bom que o Paraná tem notas elevadas no Ideb. Mas, por exemplo, nós somos apenas o sétimo lugar no Enem. Então, há um descompasso entre a nota positiva no Ideb e a nota mediana dentro do Ideb. Nós queremos corrigir esse lapso”, disse.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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