O Projeto de Lei nº 153/2026, que estabelece normas de segurança para a instalação, fixação e manutenção de traves de futebol em espaços públicos e privados do Paraná, será votado na próxima segunda-feira (26) pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pela deputada Flávia Francischini, 1ª vice-presidente da Casa, após o pronunciamento do deputado estadual Gilson de Souza (PL), um dos autores da proposta, que cobrou celeridade na tramitação. Da tribuna, Gilson (foto) fez um apelo pela proteção das crianças e relembrou quatro tragédias registradas no Estado desde novembro de 2025, todas envolvendo o tombamento de traves de futebol. A mais recente ocorreu no último dia 11 de outubro, em Imbaú, nos Campos Gerais, quando a pequena Heloísa da Silva Cruz, de apenas 3 anos, morreu após ser atingida por uma trave durante uma festa em comemoração ao Dia das Crianças.
“Infelizmente, venho até esta tribuna falar de algo que entristece muito o nosso coração: as tragédias que envolvem crianças aqui no Estado do Paraná”, declarou o parlamentar. Durante o pronunciamento, Gilson recordou a morte de Eliedson Maciel dos Santos, de 12 anos, atingido por uma trave de futsal em novembro de 2025, no município de Ibema, no Oeste do Paraná. O deputado também mencionou dois acidentes fatais registrados neste ano em ambientes escolares: em fevereiro, no município de Marquinho, onde um menino de 7 anos perdeu a vida após a queda de uma trave; e, em abril, em Prudentópolis, onde a pequena Sofia, de apenas 3 anos, morreu em circunstâncias semelhantes. Ao recordar essas perdas, o parlamentar manifestou solidariedade às famílias. “Eu quero aqui apresentar os meus sentimentos a todas as famílias, aos pais que sofreram e que sofrem ainda com essas perdas”, afirmou Gilson.
Apresentado em fevereiro deste ano, o PL nº 153/2026 estabelece normas gerais para a instalação, fixação, manutenção e utilização de traves de futebol em escolas, clubes, quadras, campos, ginásios e demais espaços esportivos públicos e privados. Entre as medidas previstas estão a fixação adequada das estruturas, a utilização de sistemas eficazes de contrapeso, inspeções periódicas, manutenção preventiva e sinalização para alertar sobre os riscos de acidentes. A proposta também determina a suspensão do uso de equipamentos que apresentem condições inseguras. O projeto, que conta com a coautoria das deputadas Cristina Silvestri e Ana Júlia e do deputado Alexandre Amaro, já recebeu pareceres favoráveis da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Esportes.





