Faleceu nesta segunda-feira (31), o jornalista Carlos Monforte, um dos pioneiros do telejornalismo brasileiro, com passagens pelo Bom dia Brasil, Jornal Nacional e Fantástico, da Rede Globo. Foram mais de quatro décadas com presença marcante na imprensa brasileira, especialmente pelo trabalho como âncora e editor-chefe de telejornais. Ele tinha 77 anos e vinha enfrentando um câncer. A morte ocorreu em Brasília (DF), onde residia.
Natural de Santos, começou a trabalhar no jornal A Tribuna enquanto ainda cursava Jornalismo. Formou-se em 1972 e, logo depois, passou pela Secretaria de Obras do Estado de São Paulo. A experiência em jornais foi ampliada com a passagem pelo jornal O Estado de São Paulo, onde atuou como repórter especial entre 1973 e 1978. Nesse intervalo, também buscou formação fora do país, com cursos de aperfeiçoamento na Universidade de Navarra, na Espanha, e na Fundação Beauve Marie, na França.
O ingresso na televisão ocorreu em 1978, quando Monforte ingressou na Globo, em São Paulo. O início foi dedicado à reportagem, com participações no Jornal Nacional e no Fantástico. A adaptação não foi fácil, como o próprio jornalista admitiu alguns anos depois. Contudo, em 1982, a carreira ganhou nova dimensão, quando passou a comandar a editoria de Política do Jornal da Globo e também assumiu a apresentação do Bom Dia São Paulo. No ano seguinte, a Globo criou o Bom Dia Brasil, e Monforte foi escolhido para ocupar uma função que reunia apresentação e comando editorial. Durante nove anos, esteve à frente do programa, que naquele momento dedicava grande espaço à política e à economia e promovia entrevistas com representantes do meio empresarial e político.





