Levantamento mostra queda na vantagem do presidente e cenários de empate técnico em segundo turno com os pré-candidatos da direita Tarcísio, Michelle, Ratinho Junior e Eduardo Leite.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (5), mostra que os eleitores estão saturados da polarização Lula (PT) versus Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral para presidente em 2026. A leitura atual é de que 66% dos brasileiros são contra a candidatura do presidente à reeleição, enquanto 65% entendem que Bolsonaro também deveria abrir mão de sua candidatura, apesar de que, no momento, está inelegível pela Justiça Eleitoral até 2030.
No comparativo com o levantamento anterior, o atual presidente perdeu vantagem frente a adversários da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite (PSD). Em simulação de eventual segundo turno, estaria empatado tecnicamente com todos. Apresenta alguma vantagem diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), Contra Tarcísio, seria 41 a 39% e contra Ratinho, 40 a 38%. E contra Michelle, 43 a 39.
A pesquisa envolvendo 2.004 pessoas foi realizada entre 29 de maio e 1° de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais. Mostra que a rejeição do presidente cresceu: 57% dizem que conhecem e não votariam nele, contra 40% que votariam. Em dezembro, 52% eram contra sua reeleição; agora, esse número subiu para 66%. O levantamento global indica 32% apoiando a candidatura de Lula à reeleição, enquanto 26% acham que Bolsonaro deve manter-se na corrida eleitoral.
Num confronto entre o atual presidente e o antecessor, eles empatam com iguais 41%, de acordo com a pesquisa. Na anterior, Lula levava vantagem de 44 a 40%. Na simulação de segundo turno do presidente com o governador do Paraná, este cresceu de 35 para 38%. Lula desceu de 42 para 40.
A política atual no País funciona como uma gangorra, subindo e descendo de acordo com reações da população a ações positivas ou negativas dos governantes. O “escândalo” do INSS e a proposta de aumento do IOF para ajudar no ajuste fiscal foram situações que certamente tiveram impacto na amostragem da pesquisa.
Na análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, o recado aqui é claro: “Pela primeira vez a rejeição ao governo está se transformando em rejeição eleitoral a Lula, alavancando as candidaturas de potenciais herdeiros de Bolsonaro. Todos aparecem crescendo ou já empatados na margem com o presidente”.





