Último boletim epidemiológico do Estado aponta aumento de mais de 43% dos casos de hospitalização, o que impacta nas vagas disponíveis. Norma da Sesa detalha medidas de prevenção e controle de doenças.
Em meio ao cenário de alerta em todo o país diante do recrudescimento de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná publicou nesta sexta-feira (6) a Resolução n° 1.014/2025, detalhando as medidas que devem ser adotadas pelos municípios visando a prevenção e controle das doenças.
Atendimento prioritário para pacientes com SRAG e novas ações para reforçar a vacinação em grupos prioritários estão destacados na norma sanitária, que também declara “estado de alerta em saúde pública para o enfrentamento dos casos das síndromes, institui o Plano de Ação Estadual e determina a elaboração de planos de ação municipais”. A resolução tem validade de 90 dias.
Levantamento da Sesa mostra que, desde o início do ano, foram confirmados 10.635 casos e 523 óbitos por SRAG hospitalizado no Paraná. Destes, 991 casos e 85 óbitos são de Influenza, sendo que dentre as mortes, apenas nove envolviam pessoas que tinham se vacinado contra a gripe.
O recorte de dados epidemiológicos de 2024 e 2025 da semana epidemiológica nº 18 (que considera dados a partir de 27 de abril) até a semana n° 22 (até 31 de maio), demonstra um aumento de 43,17% de casos hospitalizados (saindo de 3.164 para 4.530) por SRAG no Estado. Dos 399 municípios, 55,6% (222/399) apresentaram casos de SRAG hospitalizado por vírus respiratórios e 6,3% (25/399) já tiveram ocorrência de óbito.
De acordo com o secretário Beto Preto, o momento de muita pressão nas vagas de leitos hospitalares, tanto de enfermaria quanto também de UTIs em todo o Estado, com ,o que foram abertos 58 novos leitos nas regiões de Curitiba, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Ele diz que, com a resolução de alerta, “instituímos o plano de ação para enfrentamento dessa síndrome respiratória aguda grave neste momento”, citando ainda que a Secretaria iniciou o processo de aquisição de 100 mil testes rápidos do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para detecção de Influenza A, B e Covid-19.





