O objetivo é evitar que o tarifaço cause a falência de cadeias produtivas nacionais
Enquanto alguns setores da economia estão debruçados em planilhas de custos para exportações, o governo federal acelerou os motores dos órgãos de financiamentos e investimentos para auxiliar empresas que podem (ou vão) sofrer com o tarifaço americano. Nesta quarta-feira (06), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmou um acordo com a equipe econômica do governo federal para lançar um pacote de medidas emergenciais com o objetivo de proteger micro e pequenas empresas brasileiras, além de microempreendedores individuais (MEI), dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
São linhas de crédito com juros subsidiados, oferta de garantias para quem não possui ativos para apresentar aos bancos e até recursos a fundo perdido. As medidas serão viabilizadas principalmente por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), administrado pelo Sebrae. Segundo o presidente da instituição, Décio Lima, o fundo tem R$ 2 bilhões disponíveis, o que permite garantir até R$ 30 bilhões em empréstimos para os pequenos negócios afetados.
Ele destacou que a iniciativa é voltada aos empreendedores interessados em obter apoio: — Nós não vamos bater na casa do empreendedor. Ele é que tem que nos procurar para obter o crédito, de forma assistida.





