O Parque Nacional do Iguaçu é parte da alma do Paraná. Orgulho de quem nasceu aqui e a emoção de quem visita.
O que poucas pessoas sabem é que toda arrecadação turística no Parque Nacional do Iguaçu vai para o governo federal e o Paraná fica na saudade. O jogo virou. A partir de agora, o Estado terá 7% de toda a arrecadação, o que representará perto de R$ 1,3 milhão.
O coração verde do Paraná pulsa forte no Estado, onde está o majestoso Parque Nacional do Iguaçu, que se destaca pela sua beleza e grandeza, também aos olhos do mundo. Com seus 420 quilômetros de extensão, esse santuário natural abraça 14 municípios da região, formando uma verdadeira rede de comunidades que vivem em sintonia com a natureza.

Agora, finalmente, o Paraná está de volta às Cataratas. Em uma vitória importante para a valorização regional, a Justiça Federal reconheceu a titularidade do Estado do Paraná sobre a área das Cataratas do Iguaçu. Essa conquista, simbolizada na lei do deputado Luiz Fernando Guerra, garante que parte dos recursos gerados pelo turismo volte para onde tudo acontece: os municípios da região.
Agora, 7% dos lucros obtidos no Parque ficarão no Estado, beneficiando diretamente as cidades que há décadas cuidam, protegem e vivem essa riqueza natural.
“A sentença representa uma vitória não apenas jurídica, mas também econômica e social para os paranaenses”, comemora o deputado Guerra. “Mais uma vez vencemos na Justiça e, quem ganha com isso, é o povo paranaense”, afirma o deputado.
Relatório da gestão do Parque Nacional do Iguaçu, mostra que, de janeiro a agosto de 2025 mais de 1,1 milhão de pessoas visitaram as Cataratas. Cada ingresso custa R$ 105,00, não contabilizando as diárias no hotel e os passeios no Macuco Safari, podemos chegar a um número de estimado de R$ 115.500 milhões neste período. Com 7% , o Paraná ficará com R$ 1.074.150,00.

O Parque Nacional
Mais que limites geográficos, o Parque une histórias, memórias e o jeito acolhedor de ser do povo paranaense. E é na sua porção sul que ele se conecta com o Parque Nacional Iguazú, na Argentina, formando um corredor verde de vida e esperança, símbolo da cooperação entre nações em prol da biodiversidade.
Esse pedaço tão especial do Paraná faz parte da imensa Ecorregião das Florestas do Alto Paraná, a maior do bioma Mata Atlântica. Uma área de mais de 471 mil km² que carrega, em cada canto, o perfume da mata, o canto dos pássaros e a força ancestral da floresta.
E chegar até lá é fácil. O parque é acessado por estradas asfaltadas, como a BR-277, que cruza o estado ligando o Porto de Paranaguá à Ponte da Amizade. Essa via, mais que um trajeto, é um elo entre o litoral e o interior, entre a cidade e a mata, entre o Paraná urbano e o Paraná das raízes profundas.
No Polo Cataratas, em Foz do Iguaçu, está um dos maiores orgulhos do povo paranaense: as Cataratas do Iguaçu, o maior conjunto de quedas d’água do planeta, reconhecido como uma das 7 Maravilhas da Natureza. Formadas pelo rio Iguaçu – nome que vem do tupi-guarani e significa “água grande” – as cataratas encantam e emocionam, seja pela força das águas, seja pela beleza que toca a alma.
O passeio tradicional começa no Centro de Visitantes, de onde partem os ônibus panorâmicos rumo à Trilha das Cataratas. Cada passo ali é uma imersão sensorial, com o cheiro da mata, o som das quedas, o frescor no rosto. São 1,5 km de trilha até o encontro mais inesquecível: a Garganta do Diabo, onde a natureza se apresenta em sua forma mais intensa e sagrada.
No Parque, a experiência é completa: há trilhas, passeios de barco, voos de helicóptero, restaurantes e mirantes que fazem da visita uma celebração à vida e ao Paraná.
Patrimônio dos paranaenses
Criado em 1939, por decreto do então presidente Getúlio Vargas, o Parque Nacional do Iguaçu é, desde 1986, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural. E em 2011, as Cataratas conquistaram o mundo com o título de Maravilha Mundial da Natureza, eleito por milhões de votos de todos os cantos do planeta.
Hoje, o parque é exemplo internacional de turismo sustentável, acolhendo visitantes do mundo todo com um modelo de conservação que respeita a floresta, a fauna e as comunidades ao redor. São 185 mil hectares de Mata Atlântica protegidos – uma das últimas grandes áreas contínuas desse bioma no Brasil.





