A mais nova Indicação Geográfica (IG) brasileira vem do litoral paranaense. As ostras do Cabaraquara foram reconhecidas nesta terça-feira (28) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na modalidade Indicação de Procedência (IP), que demonstra a reputação do produto e a relação histórica entre a localidade do cultivo. A área está delimitada pela Baía de Guaratuba, tendo como limite as escarpas da Serra do Mar, a oeste, e o Oceano Atlântico, a leste, com extensão de 50,19 km². O pedido foi oficializado em 21 de junho de 2024. O processo de organização para obtenção do selo começou antes, em 2022, com todo o processo de diagnóstico da ostra e resgate histórico, com olhar para o fortalecimento da identidade cultural, econômica e o estímulo à renda dos ostreicultores.
Atualmente, o Paraná conta com 22 IG. Junto das ostras do Cabaraquara, estão reconhecidas: ponkan de Cerro Azul; broas de centeio de Curitiba; a cracóvia de Prudentópolis; a carne de onça de Curitiba; o café de Mandaguari; o urucum de Paranacity; o queijo colonial do Sudoeste do Paraná; mel de Ortigueira; queijos coloniais de Witmarsum; cachaça e aguardente de Morretes; melado de Capanema; cafés especiais do Norte Pioneiro; morango do Norte Pioneiro; vinhos de Bituruna; goiaba de Carlópolis; mel do Oeste do Paraná; barreado do Litoral do Paraná; bala de banana de Antonina; erva-mate de São Matheus; camomila de Mandirituba; uvas finas de Marialva.
Há ainda nove produtos depositados e em análise no INPI: acerola de Pérola; mel de Prudentópolis; caprinos e ovinos da Cantuquiriguaçu; ginseng de Querência do Norte; tortas de Carambeí; pão no bafo de Palmeira; cervejas artesanais de Guarapuava; café da serra de Apucarana; e mel de Capanema.





