Pesquisa da Serasa indica que 54% dos paranaenses já estiveram endividados e 46% têm dívidas com mais de um ano de atraso.
Pesquisa recente realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, aponta que o desemprego continua sendo o principal favor de endividamento do Brasileiro e representa um dos principais desafios à estabilidade financeira das famílias. Nada menos do que 19% dos entrevistados culparam a falta de trabalho como origem do descontrole econômico, seguido dos gastos emergenciais (18%) e o empréstimo de nome para terceiros (14%).
Ao analisar o comportamento e o perfil dos inadimplentes, o estudo revela que o aumento no valor das contas básicas segue pressionando o orçamento: 1 em cada 10 pessoas afirma não conseguir arcar com esses custos, que podem chegar até R$ 750 mensais para 82% deles, correndo o risco de terem os serviços básicos interrompidos. Ainda, 88% desses endividados dizem ainda ter reduzido o consumo devido à alta dessas despesas. Entre eles, 37% cortaram até 10% dos gastos e 25% reduziram entre 11% e 20%.
Os dados também mostram que 46% das dívidas dos brasileiros já ultrapassam um ano de atraso. Entre os setores com débitos mais antigos, destacam-se as securitizadoras, as empresas de telecomunicações e o varejo, cujas dívidas frequentemente ultrapassam dois anos de inadimplência.
O cenário, muitas vezes, se repete, e os dados preocupam: 53% dos brasileiros endividados atualmente são reincidentes (já estiveram endividados em algum outro momento da vida), representando uma queda de 2 pontos percentuais em relação a 2024. Atualmente, o país soma mais de 79,1 milhões de pessoas com dívidas em atraso, totalizando mais de 313 milhões de débitos e atingindo o maior montante desde 2020.
A vida do paranaense não é diferente e o endividamento ainda é uma realidade. Mais da metade da população do Estado (54%) já esteve endividada, e 46% possuem dívidas com mais de um ano de atraso. O impacto é tão significativo que 88% dos consumidores afirmam ter reduzido o consumo, apontando o desemprego (19%), os gastos emergenciais (18%) e a redução de renda (17%) como as principais causas do endividamento.
Para saber mais sobre a pesquisa feita em setembro e informações sobre Serasa, acesse AQUI.





