Sessões extraordinárias no domingo (9) teve participação de todos os deputados e agora recursos do fundo de calamidade poderão chegar diretamente às famílias, algo inédito.
No domingo (9), em sessões especiais que contaram com a participação dos 54 deputados estaduais, de forma presencial ou remota, a Alep aprovou proposta para agilizar o repasse de recursos diretamente à população afetada pela passagem de um tornado e ainda recursos da ordem de R$ 3 milhões ao município de Rio Bonito do Iguaçu, que teve aproximadamente 90% de seus imóveis destruídos ou danificados.
Nesta segunda-feira (10), ao participar da entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, quando o governador Ratinho Junior anunciou novas medidas de apoio à região e aos moradores afetados pelo fenômeno atmosférico, o deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, disse que está sendo feito todo esforço necessário para que os recursos e ações de reconstrução cheguem o mais rapidamente possível àqueles que necessitam.
O deputado, que no sábado (8) esteve em Rio Bonito do Iguaçu, entende que a ajuda precisa chegar rápido. “Muitas vezes, após essas tragédias, há o momento de comoção, há o atendimento emergencial, mas a burocracia atrasa a reconstrução. Lá em Rio Bonito do Iguaçu as pessoas perderam as casas, os comércios foram destruídos e grande parte da população ficou sem emprego. Não podemos esperar”, disse, ressaltando que o Paraná será o primeiro estado a repassar recursos do fundo de calamidade diretamente às famílias. “É medida inédita e necessária. Precisamos reconstruir Rio Bonito do Iguaçu com agilidade e transparência”.
Enaltecendo a resposta da população e dos organismos públicos paranaense, solidários ao drama das famílias e que fizeram chegar àquela região alimentos, materiais de higiene, colchões e medicamentos, Alexandre Curi explicou que, além da liberação dos R$ 50 milhões pelo Fundo, em paralelo a Assembleia fará aporte adicional de R$ 3 milhões em ajuda. Ressaltou que a seleção e o credenciamento das famílias que receberão R$ 50 mil serão feitos pela Defesa Civil e Secretaria da Família, com fiscalização do Ministério Público, Tribunal de Contas e Parlamento.
O presidente da Alep entende ser fundamental a união de esforços para a adoção de medidas emergenciais e para que o socorro logístico e financeiro às famílias seja imediato e sem entraves burocráticos. Disse que, além das medidas para reconstrução de casas e de mobilização para limpeza e recuperação das áreas afetadas, outras ações estão em análise, como a proposta de auxílio-alimentação.





