Somente em Rio Bonito do Iguaçu foram 12.836, com 2 mil desalojadas e 28 desabrigadas, além de cinco mortes e 835 feridos.
Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul paranaense, foi a cidade mais afetada em consequência dos temporais que atingiram a região Sul do Brasil na última sexta-feira (7). De acordo com o boletim da Defesa Civil Nacional, aproximadamente 18 mil pessoas foram afetadas, sendo 12.836 em Rio Bonito, que teve praticamente 90% de seus imóveis destruídos ou avariados devido a um tornado que, segundo o Simepar, teve ventos de até 330 km/h. O balanço mostra que ocorreram cinco mortes e que 835 pessoas ficaram feridas, além do que há mais de 2 mil desalojadas e 28 desabrigadas. A passagem do tornado derrubou 280 postes e centenas de árvores.
Outras 15 cidades do Paraná enfrentaram consequências do temporal, conforme a Defesa Civil estadual, sendo que quatro delas tiveram o estado de emergência decretado. Guarapuava, que fica a 130 km de Rio Bonito e que também registrou um tornado, teve uma pessoa morta e 22 residências danificadas ou destruídas. Nada menos que 88 pessoas foram afetadas, sendo que 60 ficaram desalojadas. Um terceiro ciclone atingiu a área rural de Turvo.
Uma comitiva do governo federal esteve neste domingo em Rio Bonito do Iguaçu para articular medidas de emergência em apoio à cidade atingida pela tragédia, na sexta-feira.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, também fez parte do grupo. Segundo ele, o momento é de solidariedade.
Dentre os municípios afetados pelas tempestades estão Jaboti, Londrina, Matinhos, Mauá da Serra, Umuarama e Porto Barreiro, este um dos mais afetados, com 2,4 mil pessoas atingidas e com 620 casas com danos. Tempestades com granizo afetaram 80 pessoas em Cruzeiro do Iguaçu e danificaram 30 casas, enquanto em Guaraniaçu 12 casas foram danificadas e 11 pessoas ficaram desalojadas.
Recursos federais
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse no domingo (9) que ainda não tinha balanço final das consequências na região Sul, mas que o episódio em Rio Bonito do Iguaçu tinha sido o mais devastador. De acordo com as informações de que ele dispunha, no Rio Grande do Sul os temporais tinham se concentrado no Litoral Norte, provocando destelhamentos, quedas de árvores e postes, falta de energia e alagamentos. O ministro, que sobrevoou as regiões atingidas ao lado de auxiliares, anunciou recursos da ordem de R$ 15 milhões para acelerar a reconstrução de escola e ginásio municipais em Rio Bonito (foto em destaque), equipamentos que foram totalmente destruídos.
Em Arroio do Sal, houve destelhamento parcial de casas, queda de estruturas e alagamentos em diversos bairros. Em Xangri-lá, cinco postes de energia foram derrubados pelos ventos e uma pessoa ficou ferida após ser atingida por fios caídos. Capão da Canoa também registrou destelhamentos e incêndios em uma loja de móveis e em uma residência, que podem estar relacionados a um curto-circuito em transformador. Outros municípios gaúchos, como Osório, Torres, Imbé, Palmares do Sul e Itati, também relataram prejuízos. Em Itati, o volume de chuva elevou o nível dos rios, danificou pontes, lavouras e vias públicas. Em Charqueadas e Viamão, rajadas de vento causaram destelhamentos, quedas de árvores e danos à rede elétrica. Ainda nesta segunda, foi confirmada a sétima morte decorrente dos temporais, com a localização do corpo de um rapaz às margens do Rio Capivara, em São José dos Ausentes (RS).
Em Santa Catarina, os impactos foram pontuais. Em Joinville, os bairros Itaum, Floresta, Petrópolis e Boa Vista registraram quedas de árvores e interrupções de energia elétrica, mas não houve feridos, nem necessidade de decretar situação de emergência. Segundo a defesa civil catarinense, as equipes seguem monitorando as condições meteorológicas e enviando alertas aos municípios.





