A crítica é do deputado Requião Filho, que faz uma análise sobre a representação política.
Ao fazer uma autocrítica ao parlamento, do qual faz parte, o deputado estadual Requião Filho (PDT), disse o que muita gente pensa: “O plenário da Assembleia Legislativa virou palco de circo, onde não se discute as demandas e necessidades do Estado e do povo paranaense, mas, banalidades, de interesses próprios, além de ideológicas que não levam a nada”.
A denúncia de que não se discute demandas e necessidades do Estado e do povo paranaense é a confissão pública da falência do propósito. É a política reduzida a uma reality show de baixo orçamento: muito grito, pouca substância e um custo alto ao contribuinte.
Requião filho, pré-candidato ao Palácio Iguaçu, é filho do ex-governador Roberto Requião. Ao contrário do pai, suas análises em relação aos políticos que ocupam a Assembleia Legislativa do Paraná, ele, embora ácido, é mais polido e renova seu discurso.
Agora, disse que conhece deputados que, além de carregar em homenagens, ainda pensam em pedir direito à “insalubridade”.
O desabafo de Requião Filho não é apenas uma crítica, mas um diagnóstico corrosivo sobre o estado da representação política.
Seu diagnóstico sobre o Plenário do Legislativo não é novidade, mas ecoa com urgência cínica: o parlamento se metamorfoseou em circus maximus, onde a performance substitui a função.





