Líder da Oposição na Alep, Arilson Chiorato, cobra transparência após denúncias sobre terceirização e falhas na execução dos serviços em Ponta Grossa
Para o deputado Arilson Chiorato (PT), Líder da Oposição na Assembleia Legislativa (Alep) e presidente do PT-PR, a “Sanepar virou uma central de arrecadação e deixa de atender a população”.
A observação em tom crítico se refere à uma série de denúncias que o parlamentar disse ter recebido em seu gabinete envolvendo a terceirização de serviços da Sanepar.
De acordo com o deputado que estas declarações na Trina da Assembleia Legislativa, os “relatos repetem sinais já vistos em investigações anteriores, principalmente nos serviços de leitura, corte e religamentos, que dependem de atendimento presencial”.
Arilson Chiorato afirmou que os moradores buscaram seu gabinete querendo respostas e que a situação preocupa pela falta de clareza. “O povo de Ponta Grossa pede esclarecimentos, e nós temos a obrigação de buscar respostas.”
O deputado Arilson explicou que, antes da terceirização, cada visita custava entre R$ 3 e R$ 4. Após a mudança, o serviço ficou cerca de 25% mais caro, sem justificativa da empresa. De acordo com o Líder da Oposição, o reajuste acende um alerta. “O custo subiu, mas o atendimento não melhora. O povo paga mais e recebe menos”, criticou.
Na avaliação do parlamentar, a discrepância entre os números registrados e o que ocorre na prática “reforça a suspeita. Antes da terceirização, a média anual era de 20 mil atendimentos. Em 2024, os registros apontam mais de 100 mil atendimentos. No entanto, uma verificação em campo chamou atenção: o denunciante percorreu dezenas de casas em vários bairros de Ponta Grossa – ao todo, 50 endereços – e não encontrou nenhum atendimento presencial. Para o deputado, o contraste é grave: “No papel tem serviço, mas na rua ninguém vê”.
Outra denúncia recebida pelo gabinete, revela o deputado, envolve doações eleitorais feitas por sócios de empresas terceirizadas à campanha do governador Ratinho Junior. O deputado Arilson ressaltou que as doações são legais, mas destacou que a relação entre contratos públicos e contribuições eleitorais merece atenção para evitar qualquer dúvida sobre favorecimento.
A falta de divulgação de relatórios de fiscalização por parte da Sanepar agrava o cenário. Esses documentos deveriam evidenciar a execução dos serviços, apontar falhas, registrar multas aplicadas e indicar as medidas de correção. Sem essas informações, não há controle efetivo sobre o uso de recursos públicos.
A situação fica ainda mais evidente na Unidade 340, em Ponta Grossa. A planilha de produtividade mostra atendentes com zero atendimentos em vários meses, enquanto outros registram entre 24 mil e 45 mil atendimentos no ano – números incompatíveis com a realidade. Para o parlamentar, o conjunto desses elementos reforça a necessidade de apuração: “Sem fiscalização, ninguém sabe ao certo o que está acontecendo.”
Requerimento e cobrança por respostas
Um dos contratos relacionados aos serviços questionados soma R$ 38 milhões, o que, para o deputado, exige transparência total. Para esclarecer as denúncias, o deputado Arilson protocolou nesta terça-feira um requerimento oficial direcionado à Sanepar.
O documento solicita a relação completa das empresas terceirizadas, dados contratuais, relatórios de execução dos últimos 36 meses, informações sobre valores pagos e esclarecimentos sobre possíveis vínculos políticos.
O Líder da Oposição reforçou o compromisso com a fiscalização. “Nosso papel é defender o dinheiro do povo. Ponta Grossa e o Paraná merecem respostas claras”, afirmou. (com assessoria do deputado Arilson Chiorato).





