Era psiquiatra, tinha 38 anos e trabalhava desde 2013 na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. As filhas de 9 e 12 anos foram resgatadas em ato de heroísmo.
O médico Anibal Okamoto Junior, de 38 anos, que morreu afogado no litoral paranaense após salvar as duas filhas menores, será sepultado nesta quarta-feira (24) no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, com homenagens por seu profissionalismo enquanto atuante na rede pública de saúde do Distrito Federal e pelo ato de heroísmo em Matinhos no domingo (21). Anibal deixa a esposa e as duas filhas, de 9 e 12 anos de idade.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o afogamento aconteceu por volta das 18h de domingo (21), em uma área próxima às pedras de um espigão, fora do alcance de atuação dos postos de guarda-vidas. O médico chegou a colocar as filhas em segurança, mas acabou se desequilibrando e caiu das pedras. Um surfista que estava no local tentou prestar os primeiros socorros e auxiliou a vítima até a chegada de equipe de resgate. Ele foi transportado de helicóptero até a unidade de pronto atendimento de Praia Grande, mas não resistiu aos ferimentos.
Anibal se formou em medicina pela Universidade de Brasília (2004-2010), tendo depois feito residência em Psiquiatra e Clínica Médica. Chegou a fazer especialização nos Estados Unidos (em 2019, concluiu especialização em Pesquisa Clínica pela Harvard T.H. Chan School of Public Health). Há mais de uma década ele se dedicava à saúde pública do Distrito Federal, que emitiu nota de pesar. Era servidor da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) desde maio de 2013.
“Profissional dedicado à psiquiatria, Dr. Anibal construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado, a escuta e o acolhimento, deixando uma contribuição relevante para a medicina e para todos que tiveram a oportunidade de conviver com seu trabalho e sua humanidade. Neste momento de imensa dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e, de forma especial, às suas duas filhas, desejando que encontrem conforto, força e serenidade para atravessar este período tão difícil. Que sua memória permaneça viva por meio do legado profissional e humano que deixa. Nossos mais sinceros sentimentos”, diz a nota.
O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) também emitiu nota de pesar pela morte do médico: “Profissional dedicado à psiquiatria, Dr. Anibal construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado, a escuta e o acolhimento, deixando uma contribuição relevante para a medicina e para todos que tiveram a oportunidade de conviver com seu trabalho e sua humanidade”.
A morte do médico representa indicador preocupante em número de afogamentos no litoral e em balneários do Paraná neste início de temporada.





