The Economist descarta Lula e Flávio para 2026

Ratinho Junior surge como personagem fora do ringue da política do ódio

A desaprovação de 50,9% de Lula, apontada pelo Instituto Paraná Pesquisas, ganhou eco além das fronteiras e acendeu um alerta internacional. Em editorial duro, a revista The Economist sugere que o presidente não deveria disputar a reeleição em 2026, alegando que o Brasil “merece opções melhores”.

A publicação reconhece o talento político de Lula, mas questiona sua idade avançada, os riscos à frente de mais quatro anos de mandato e classifica sua política econômica como apenas medíocre, excessivamente focada em transferências sociais e pouco amigável ao ambiente de negócios.

Ao analisar o tabuleiro eleitoral, a revista descarta Flávio Bolsonaro como alternativa viável — “impopular” e “ineficaz” — e aponta o governador paulista Tarcísio de Freitas como um nome mais equilibrado, democrático e capaz de romper com a polarização Lula-Bolsonaro.

Para a Economist, o Brasil precisa de um candidato de centro-direita que una responsabilidade fiscal, respeito ao Estado de Direito, compromisso ambiental e firmeza contra o crime, sem flertar com o autoritarismo.

O que chama atenção, no entanto, é o vazio que esse diagnóstico internacional revela: o debate nacional segue aprisionado a dois polos desgastados, enquanto gestores com perfil mais pragmático permanecem à margem da conversa.

Foto/Ivan Bueno

É nesse espaço que surge, com força crescente, o nome do governador do Paraná, Ratinho Junior. Com alta aprovação, discurso moderado e foco em resultados administrativos, Ratinho construiu uma imagem de gestor eficiente, avesso a radicalismos ideológicos e com boa interlocução entre mercado, setor produtivo e políticas sociais.

Num cenário em que até uma revista estrangeira aponta o esgotamento da polarização, Ratinho Junior representa exatamente o tipo de alternativa que o Brasil parece buscar: alguém fora do ringue do ódio político, com experiência executiva comprovada, idade, equilíbrio institucional e capacidade de dialogar com diferentes campos. Se 2026 pede renovação com responsabilidade, o Paraná já oferece um exemplo concreto — resta saber se o país estará disposto a olhar além dos nomes de sempre.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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