Tensão em Brasília com envolvidos no Banco Master

Foto/Alamy.com

Ficou mais tensa a relação do boss do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do Supremo Tribunal Federal. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Vorcaro, foi preso tentando fugir do Brasil de jatinho. Trata-se de uma nova etapa da operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Nas investigações, a Polícia Federal vê  ligações entre Vorcaro e pessoas próximas a ele, em meio à investigação sobre suspeitas de fraude financeira na instituição financeira.

O pastor tentava fugir para Dubai, nos Emirados Árabes, assim como Vorcaro também tentou deixar o país em novembro do ano passado.

Zettel é associado com a rede de açaí Oakberry e a academia de luxo Les Cinq. A pergunta: Mas qual a ligação dele com Jair Bolsonaro? Em primeiro lugar, ele é pastor da igreja Lagoinha, de André Valadão, ligada ao clã bolsonarista. Inclusive, em sua passagem recente pelos EUA, Flávio Bolsonaro esteve nessa igreja em Orlando.

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Segundo dados colhidos pela PF, o pastor foi o maior doador da campanha de Jair Bolsonaro em 2022, doando R$ 3 milhões à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e R$ 2 milhões ao então candidato ao governo de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pela lei, pessoas físicas só podem doar 10% da renda anual, o que dá um indicativo do quão rico é o rapaz.

A fase da operação desta quarta-feira (14) cumpre 42 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens que superam R$ 5,7 bilhões. Segundo a polícia, o esquema consistia em pegar o dinheiro de investidores, aplicar parte em fundos e outra parte era desviada para o patrimônio dos investigados.

O caso do Banco Master envolve investigações sobre fraudes e a atuação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que levantam questões sobre conflitos de interesse e a independência das instituições. A esposa do ministro teria recebido uma quantia superior a R$ 130 milhões como advogada do grupo.

No Paraná, a oposição ao Governo do Estado usou a Operação Compliance Zero, onde o investidor e empresário Nelson Tanure teve o celular apreendido a manhã desta quarta-feira (14), para vinculá-lo, também, à venda da Copel, onde Tanure teve participação.

A investigação da PF apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro na concessão de supostos créditos fictícios pelo Master.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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