O segredo da longevidade: como manter a saúde da pele em dia com o uso correto do protetor solar

Por Nadine Vandresen – O uso do protetor solar é um pilar estratégico para prevenir doenças como o câncer de pele e o melasma.

O sol possui um papel essencial no equilíbrio do organismo. É o principal estímulo para a produção de vitamina D, além de ser um importante aliado no controle de doenças crônicas e na sensação de bem-estar. No entanto, com a chegada do verão e o aumento das ondas de calor, a exposição aos raios UV tem se intensificado, tornando o cuidado com a pele algo que merece cuidado redobrado. Sem a proteção adequada, a exposição pode causar danos que vão desde o envelhecimento precoce, com o surgimento de rugas e manchas, até doenças mais graves, como o câncer de pele.

O perigo deste cenário é confirmado por dados de saúde pública no Brasil, que revelam que o câncer de pele já representa 33% de todos os diagnósticos da doença no país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados cerca de 185 mil novos casos a cada ano, o que corresponde a 25% dos tumores malignos no território nacional. Esse alto índice atinge principalmente pessoas que costumam estar constantemente expostas ao sol, evidenciando que a negligência com a proteção solar pode representar grandes riscos à saúde.

Como forma de reduzir esses impactos, o protetor solar atua como uma barreira, protegendo contra os danos causados pela radiação ultravioleta. Além de prevenir o câncer e as queimaduras, o uso do produto também combate a flacidez, mantendo a saúde e a estética a longo prazo. 

No caso da proteção do rosto, uma das partes mais sensíveis e expostas do corpo, naturalmente surge a dúvida entre o uso do protetor solar com ou sem cor. Embora ambos tenham a função de bloquear os raios UVA e UVB, a versão com cor tem ganhado destaque por oferecer uma barreira contra a luz visível, que o protetor comum, muitas vezes, não consegue bloquear totalmente. Essa luz pode estimular a produção de manchas, especialmente em peles com tendência ao melasma. 

De acordo com Nadine Vandresen, médica dermatologista idealizadora do Grupo NV, em Brusque (SC), o protetor solar com cor tornou-se um dos maiores aliados no controle do melasma. 

“Diferente das versões sem cor, os pigmentos presentes nesses produtos bloqueiam a luz emitida principalmente por telas, lâmpadas e pelo sol, que são uns dos principais gatilhos para o escurecimento das manchas. Porém, é fundamental entender que o protetor não ‘cura’ a condição; ele atua como uma peça indispensável em um protocolo de cuidados que deve ser sempre acompanhado por um dermatologista.” explica a especialista.

Diante da necessidade de cuidado contínuo, a eficácia do protetor solar depende da constância. O produto deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados ou em ambientes fechados, sendo reaplicado a cada duas ou três horas, especialmente em casos de suor ou exposição direta ao sol. Mais do que a escolha do fator de proteção, é o compromisso com a rotina que garante uma pele saudável e protegida a longo prazo.

(*) Nadine Vandresen é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina e com residência médica em Dermatologia no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Idealizadora do Grupo NV (SC).

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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