Entrada de Caiado no PSD mexe no tabuleiro da política e preocupada República de Jandaia
A surpreendente estratégia do governador goiano, Ronaldo Caiado, de se filiar no PSD para se viabilizar como candidato à Presidência da República, provocou desconforto junto à “República de Jandaia” que estava confiante na escolha do governador Ratinho Junior (PSD), que circulava absoluto no cenário nacional, com pré-aval do presidente do partido, Gilberto Kassab.
Agora, tudo muda. Caiado vem com um discurso pesado, preparado, pelos anos em que governou seu estado e com bagagem de homem de extrema direita, ligado ao agronegócio que tem, hoje, a maior bancada na Câmara Federal. Caiado é cascudo, enquanto Ratinho Junior tem um discurso de bom menino, bom gestor, que não gosta de brigar, preferindo ficar distante de polêmicas.
Se Ratinho Junior for mesmo para a disputa com Caiado na convenção do PSD, ele terá que mudar o tom do seu discurso, uma tarefa difícil aos marqueteiros de plantão. Quem sabe, ouvir ainda mais os conselhos do pai, Carlos Massa (Ratão), que, em se tratando de polemizar, é expert.
Há, também, um outro fator. Se Ratinho Junior partir para o tudo ou nada com as lideranças do PSD, poderá perder terreno em seu quintal, uma vez que sua indecisão em decidir o nome que apoiará à sua sucessão no Palácio Iguaçu vem causando, também, desconforte de alguns aliados, entre eles, o ex-prefeito Rafael Greca (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi.
Em política, quem hesita deixa de ser protagonista para ser um mero observador.





