Nova etapa na Ponte de Guaratuba

Fevereiro termina com a implantação do último estai, preparativo para o “beijo” das duas partes.

A Ponte de Guaratuba ganha no fim de semana o seu último estai (cabo de aço de alta resistência tensionado). Marca, assim, uma das etapas mais emblemáticas da obra – além do famoso “beijo”, previsto para acontecer alguns dias depois. Esse trecho, considerado o mais complexo da obra, também é a principal marca visual da obra sobre a Baía de Guaratuba. São 12 pares fixados em cada um dos mastros dos apoios 04 e 05, garantindo a estabilidade necessária para o uso seguro da ponte. No apoio 05, já foram concretados todos os pares. O último será colocado no apoio 04. As torres de sustentação, que têm 40 metros de altura, são maiores do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

De maneira geral, a construção da nova ponte que liga as cidades de Matinhos e Guaratuba alcançou 91% de execução em janeiro de 2026. Já foi finalizado o lançamento das 160 vigas longarinas no trecho pré-moldado, que vão se conectar com o estaiado. Paralelamente, a equipe vem executando obras complementares essenciais para a funcionalidade e segurança da ponte. As barreiras rígidas centrais e laterais estão sendo instaladas, assim como os eletrodutos no passeio e os guarda-corpos. O preenchimento do passeio com concreto está em andamento, e a implantação da iluminação pública já começou, com a instalação dos primeiros postes.

A construção do trecho estaiado utiliza o método dos balanços sucessivos, uma técnica de alta complexidade que permite que a ponte avance aos poucos, sempre em equilíbrio. A partir de cada pilar central, a estrutura cresce simultaneamente para os dois lados por meio da concretagem de aduelas, grandes blocos de concreto moldados no próprio local.

Essas aduelas são sustentadas justamente pelos estais, ligados diretamente ao tabuleiro e aos mastros (torres) da ponte. Esse sistema é responsável por sustentar o peso da estrutura e garantir sua estabilidade.

O encontro da ponte é o momento em que os dois balanços, um vindo do apoio 04 e outro do apoio 05, chegam ao centro da baía e são ligados por uma última aduela, chamada de aduelas de fechamento.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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