Fim do “Caso Evandro”

O Supremo Tribunal Federal (STF), ao manter decisão da Justiça do Paraná e, assim, rejeitando recurso do Ministério Público, decretou o encerramento definitivo de um dos processos criminais mais polêmicos da história recente da justiça brasileira. Mais que isso, a Corte reconheceu como “erro judiciário o chamado “Caso Evandro”, associado ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano em abril de 1992, em Guaratuba. Já à época alguns jornalistas denunciaram que houve uma “armação” por parte de integrantes de um grupo especial da Polícia Militar, que agiram inspirados em questões políticas e de vingança e em sentido oposto às investigações conduzidas pela Polícia Civil. Apesar da ausência de provas, até mesmo a confirmação de que fosse efetivamente de Evandro um corpo encontrado mutilado, a denúncia de ritual de magia negra acabou sendo acolhida e sete pessoas foram condenadas e levadas à cadeia. A decisão, agora, decreta a reabilitação definitiva dos acusados, mas não o drama que viveram nestes 34 anos. Do mesmo modo. prossegue o drama da família do menino, que à época iria completar sete anos de idade, e não sabe de fato o que ocorreu. A justiça não autorizou a realização de coleta de exame genético do corpo encontrado.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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