Jogo em Goiânia foi marcado por ato de racismo contra um atleta do campeão paranaense, que joga no meio da semana com o Fluminense pela Copa do Brasil. No outro jogo da Série B, Londrina só empatou em casa com o Ceará.
Pela 5ª rodada do Brasileirão da Série B, o Operário de Ponta Grossa foi derrotado por 2 a 1 pelo Vila Nova, jogando em Goiânia, na noite de sábado (18), e viu assim encerrar a invencibilidade que perdurava há 19 jogos e vinha desde o Campeonato Paranaense. O jogo foi no sábado e os gols do Vila Nova foram marcados por Rafa Silva e Rian, com Vinícius Diniz descontando para o Fantasma. Além da série invicta, o time paranaense perdeu a chance de saltar para a liderança, que agora ficou com o próprio time goiano, com 11 pontos, seguido de Fortaleza com 10 e Ceará com 9.
O Operário segue em 7° lugar, com oito pontos, a exemplo de Novorizontino, Avaí e Athletic Club (MG), que ficam à frente nos critérios de desempate. O Londrina também teve chance de subir na tabela, jogando em casa, no Estádio do Café, na tarde deste domingo (19). Mas não saiu do 0 a 0 com o Ceará e, com o ponto conquistado, fica na 16ª posição, sob risco da ZR4, por enquanto ocupada por Atlético (GO), Ponte Preta, CRB e o lanterna América (MG), que só tem dois pontos.
Além de Vila Nova 2 a 1 no Operário e de Londrina 0 a 0 com o Ceará, a Segundona teve os seguintes resultados: América Mineiro 0 a 0 com Sport Recife, Náutico 0 e São Bernardo 3, Avaí 1 e Ponte Preta 2, CRB 0 a 1 contra Juventude, Botafogo (SP) 1 a 1 com Atlético (GO), Goiás 0 a 2 contra Cuiabá, Novorizontino 2 a 1 no Athletic e Fortaleza 3 a 2 no Ciciúma.
Na próxima rodada, o Londrina joga sábado (25) contra o Juventude, o Estádio Alfredo Jaconi (RS). O Operário joga no domingo (26), às 18h no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa. Vai receber o vice-líder Fortaleza. Antes disso, porém, na quinta-feira (23), vai receber em seu estádio o Fluminense, pela Copla do Brasil. Ainda pela série B, o líder Vila Nova vai ao Castelão enfrentar o Ceará.
Ato de racismo
A nota triste do jogo em Goiânia foi o ato de racismo contra um atleta do Operário. Nesse sentido, a Federação Paranaense de Futebol emitiu nota oficial solidarizando-se com o atleta e ao seu time. Hildeberto Pereira é nascido em Lisboa, Portugal, é naturalizado cabo-verdiano e joga pela seleção desse país, que está garantida na Copa do Mundo de 2026. O jogador tem 30 anos de idade.
“A Federação Paranaense de Futebol vem a público prestar solidariedade ao atleta Hildeberto e ao Operário pelo caso de racismo ocorrido neste sábado (18), em partida da Série B do Brasileirão, contra o Vila Nova-GO.
Hildeberto, um dos destaques do time na campanha do bicampeonato Paranaense, relatou as ofensas racistas ao árbitro da partida e prestou depoimento à Polícia Militar sobre o ocorrido. Confiamos na responsabilização dos envolvidos e reafirmamos nossa posição de combate a qualquer tipo de discriminação. Racismo é crime e mantemos campanhas educativas permanentes”,
O Operário Ferroviário também emitiu nota sobre o tema: “O Operário Ferroviário repudia com absoluta veemência os atos de cunho racista sofridos por seus atletas após a partida deste sábado, em Goiânia, diante do Vila Nova.
As imagens encaminhadas às autoridades evidenciam as manifestações discriminatórias. Um dos envolvidos já foi identificado e autuado em flagrante. O clube prestou imediato apoio aos jogadores e acompanhará o caso até as últimas instâncias, buscando a completa responsabilização dos envolvidos.
O Operário ressalta que se trata de uma conduta individual, que não representa a instituição Vila Nova nem a maioria de seus torcedores. Agradecemos à diretoria do clube goiano pela postura colaborativa e pela solidariedade prestada aos nossos atletas e ao Presidente do Grupo Gestor.
No que se refere aos acontecimentos posteriores, o Operário destaca que o ambiente foi marcado por elevada tensão decorrente da gravidade do ocorrido, circunstância que deverá ser considerada na devida análise.
Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais.”





