Execução das Emendas Individuais Impositivas – senadores do Paraná

Sergio Moro

Senador Sergio Moro mostra como funciona as emendas aos Estados no Senado Federal.

O senador paranaense, Sergio Moro (PL), que teve seu nome divulgado na mídia como o congressista que menos emendas de recursos financeiros reivindicou ao Paraná, seu Estado, explica que “o levantamento técnico baseado em dados oficiais do Painel Siga Brasil e organizado por ano de execução orçamentária demonstra que a execução das emendas individuais dos senadores do Paraná ocorreu de forma regular e elevada nos exercícios anteriores”.

De acordo com o senador, “a análise evidencia que comparações baseadas em números agregados entre 2024 e 2026 incorrem em erro metodológico, ao misturar exercícios já concluídos com o orçamento de 2026, que ainda está em fase inicial de execução. Ao desconsiderar o princípio da anualidade orçamentária e tratar de forma homogênea períodos em estágios distintos, esse tipo de abordagem produz redução artificial dos índices de execução e acaba atribuindo aos parlamentares responsabilidades que são exclusivas do Poder Executivo, como a liberação de recursos, a programação financeira e o pagamento das despesas. Quando os dados são analisados corretamente, por exercício, fica claro que não há fundamento técnico para a tese de baixa execução das emendas no Estado.

Quadro Comparativo – Execução por Ano e por Senador (valores em R$ milhões) 2024 – Exercício ENCERRADO (Pagamento = Pago + RP) Senador Autorizado Empenhado Liquidado Sérgio Moro 69,63 69,59 69,59 Pago (+RP) % Pago 67,47 Flávio Arns 69,63 68,59 68,59 96,9% 66,30 Oriovisto Guimarães 69,63 95,2% 69,53 69,53 61,26 88,0% Leitura técnica 2024: Empenho e liquidação próximos de 100% para todos os senadores. A inclusão dos RP confirma que a execução material foi concluída, com pagamento reconhecido e postergado por decisão financeira do Executivo Federal. 2025 – Exercício EM EXECUÇÃO (Pagamento no exercício) Senador Autorizado Empenhado Liquidado Pago Sérgio Moro 68,54 68,52 68,52 % Pago 54,43 Flávio Arns 68,54 79,4% 68,34 68,34 62,39 91,1% 1 SENADO FEDERAL Gabinete do Senador Sergio Moro Oriovisto Guimarães 68,54 67,99 67,99 57,12 83,3% Leitura técnica 2025: Reprodução do padrão de 2024: execução material praticamente integral, com diferenças restritas ao ritmo de pagamento, que depende unicamente da programação financeira do Executivo. 2026 – Exercício EM CURSO (Pagamento no exercício) Senador Autorizado Empenhado Liquidado Pago Sérgio Moro 74,01 28,63 0,00 % Pago 0,00 Flávio Arns 74,01 38,37 8,32 0% 5,48 Oriovisto Guimarães 74,01 7,4% 41,46 10,26 5,34 7,2% Leitura técnica 2026: exercício em fase inicial; percentuais baixos são esperados e não conclusivos, impossibilitando comparação de desempenho.

TABELA SÍNTESE — % DE EXECUÇÃO DAS EMENDAS Senadores do Paraná | Exercícios 2024–2026 Senador 2024 (encerrado) 2025 (encerrado) 2026 (em curso) Sérgio Moro 99,94% 99,97% Flávio Arns 98,5% 99,71% 0,0% 11,2% Oriovisto Guimarães 99,86% 99,20% 13,9% A comparação do percentual de execução, baseada na liquidação da despesa, demonstra que, nos exercícios encerrados de 2024 e 2025, as emendas individuais dos senadores do Paraná foram executadas praticamente em sua totalidade. O desempenho aparente em 2026 reflete apenas o estágio inicial do exercício, sendo inadequado utilizá-lo para comparações ou conclusões sobre atuação parlamentar. Conclusões-chave 2 SENADO FEDERAL Gabinete do Senador Sergio Moro 1. Não há baixa execução: em 2024 e 2025, todos os senadores apresentaram empenho e liquidação ≈ 100%, comprovando execução material das emendas. 2. Pagamento não mede desempenho parlamentar: diferenças decorrem da gestão financeira do Executivo Federal. 3. O exercício de 2026 não é parâmetro comparável: trata‑se de exercício orçamentário em curso, ainda predominantemente marcado por atos preparatórios, tais como a análise técnica das propostas pelas pastas ministeriais, a validação de planos de trabalho, a adequação orçamentária e a definição do cronograma de desembolso financeiro pelo Poder Executivo. Nesse estágio, é comum a existência de emendas já aprovadas e tecnicamente aptas, porém ainda pendentes de empenho e de execução física, por razões exclusivamente administrativas e financeiras. Assim, os percentuais observados em 2026 refletem apenas o ritmo inicial da execução orçamentária, não sendo tecnicamente válidos para avaliação de desempenho parlamentar nem para comparação com exercícios já encerrados (2024 e 2025 Síntese final A avaliação correta, por exercício, demonstra atuação regular, elevada e isonômica dos senadores do Paraná nos exercícios encerrados. A narrativa de “baixa execução” resulta de metodologia incorreta, não dos dados oficiais do orçamento federal”, explica Moro.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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