Ratinho Junior e Alexandre Curi: jogar política com a bola no pé e o adversário correndo atrás.
Ao reunir cerca de 280 prefeitos para uma animada pelada em sua fazenda Ubatuba — coroada por um churrasco generoso e discursos ainda mais temperados — o governador Ratinho Junior voltou a fazer o que sabe melhor: jogar política com a bola no pé e o adversário correndo atrás.
Não foi apenas confraternização. Foi demonstração de força. Um recado direto ao tabuleiro que começa a se formar, especialmente diante das pesquisas que ensaiam colocar Sergio Moro como seu possível sucessor no Palácio Iguaçu. Se alguém achou que o jogo estava encaminhado, Ratinho tratou de avisar: o campeonato está só começando — e ele segue como dono do campo.
Afagos a Alexandre Curi
Depois do futebol, veio o roteiro esperado, mas nem por isso menos estratégico. Em tom emocionado, o governador convocou união política e partidária em torno do nome de Sandro Alex, seu ungido para a sucessão. E, como bom articulador, distribuiu afagos públicos ao presidente da Assembleia, Alexandre Curi, vendido como o futuro senador “municipalista” — palavra que, em política, costuma significar capilaridade eleitoral.
Curi, por sua vez, vestiu o figurino da lealdade sem hesitar. Reforçou o discurso da continuidade e se disse pronto para cumprir a missão recebida. Traduzindo: o grupo fecha fileiras — ao menos no palco.
Enquanto isso, longe da pelada e mais próximo das câmeras, em seu estúdio na capital, Rafael Greca fez questão de lembrar que não entra em campo para ser coadjuvante. “Serei o primeiro”, cravou, com a habitual mistura de elegância e ego. Recado dado: não aceita ser vice — pelo menos, não por enquanto.
Greca, longe da pelada
Nos bastidores, porém, o governador ainda alimenta a esperança de atrair Greca para compor a chapa com Sandro Alex e Alexandre Curi. Política, afinal, é como futebol de várzea: o jogo só termina quando acaba — e, até lá, muita gente muda de posição em campo.





