E a justificativa para a falta de água. Sempre ela: o já folclórico “cavalete”, esse personagem conveniente que virou bode expiatório oficial.
Clichê — mas daqueles que insistem em se repetir. Quando a prestação de serviço começa a falhar e a realidade bate à porta, tem empresa que não corrige o problema: reescreve a narrativa. Troca eficiência por marketing, solução por slogan.
É o caso da Sanepar, que nesta semana resolveu celebrar a “economia de papel” com uso de tecnologia. Um anúncio que soa moderno, mas entrega pouco além do óbvio — e, principalmente, desvia do essencial.
Porque, na prática, o básico segue em falta. Em vários bairros de Curitiba, a água some com uma frequência que já deixou de ser exceção para virar rotina. E a justificativa? Sempre ela: o já folclórico “cavalete”, esse personagem conveniente que virou bode expiatório oficial.
No fim, a conta é simples: quando falta água, sobra propaganda.





