Requião Filho e Gleisi enxergam com nitidez a disputa, ao Palácio Iguaçu, em segundo turno
Enquanto o governador Ratinho Junior concentra praticamente toda sua energia política na construção da candidatura de Sandro Alex ao Palácio Iguaçu e direciona sua artilharia contra o senador Sergio Moro — hoje pressionado pelo desgaste provocado pelo envolvimento de seu padrinho político, Flávio Bolsonaro, no escândalo do Banco Master —, o campo progressista do Paraná sobe degrau por degrau a escadaria rumo ao Governo do Estado e ao Senado Federal.
Nos bastidores, o clima entre Gleisi Hoffmann e Requião Filho parece distante da ansiedade provocada pelas pesquisas eleitorais que se espalham pelo Estado apontando crescimento de Sandro Alex e oscilação negativa de Moro. A estratégia adotada pela esquerda e centro-esquerda não é a do duelo individual, mas da soma de forças, da militância organizada e da construção coletiva de palanque.

Se Requião Filho já aparece orbitando a casa dos 20% em alguns cenários, aliado à musculatura partidária do PT comandado por Gleisi e Arilson Chiorato, o bloco progressista começa a enxergar, com mais nitidez, a possibilidade concreta de empurrar a disputa pelo Governo do Paraná para o segundo turno — algo que muda completamente a temperatura da eleição.
A demonstração pública dessa aliança acontecerá no próximo dia 30 de maio, em Curitiba, durante o lançamento das pré-candidaturas de Requião Filho ao Governo do Estado e de Gleisi Hoffmann ao Senado Federal. O evento será realizado no Igloo Super Hall, a partir das 10 horas, e servirá como uma espécie de largada oficial do campo progressista paranaense para 2026.

Além das duas principais candidaturas, também serão apresentadas as pré-candidaturas a deputado estadual e federal da frente formada, até o momento, por seis partidos: PDT, PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL. Caravanas de várias regiões do Paraná já se organizam para participar do ato político, que também deverá reunir apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Frente de oposição no Estado
Mais do que um simples evento partidário, o encontro pretende simbolizar a consolidação de uma frente de oposição no Paraná, apostando na união entre militância, estrutura partidária e discurso nacional para tentar romper a hegemonia conservadora no Estado. Ainda faltam as definições sobre o nome para vice-governador e para a segunda vaga ao Senado, mas a engrenagem política da esquerda já começou a girar — e, desta vez, sem esconder que pretende disputar poder de verdade.





