Megaoperação mira esquema transnacional de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro

São mais de 200 medidas judiciais sendo cumpridas em sete estados, além de alcançar outros quatro devido às ramificações. Principal foco da ação é no Paraná, com extensão a 10 municipalidades.

Em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária e Receita Federal, a Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (9) as Operações Sicarius I e Sicarius II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, em importação ilegal de agrotóxicos, em falsificação de documentos e de placas veiculares, em lavagem de dinheiro e em corrupção de servidores públicos.

Investigações ou medidas judiciais se estendem a 11 estados diferentes: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Alagoas e Pará. Contudo, a ação mais abrangente ocorre em território paranaenses, alcançando 10 municipalidades. O resultado final da megaoperação será apresentado pela PF, que confirma pedidos de colaboração de países vizinhos.

A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra expediu 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, cinco ordens judiciais de cancelamento de CPFs, sete ordens judiciais de cancelamento de CNPJs e 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos fiscais em desfavor de empresas localizadas nos estados do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Espírito Santo, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, de Goiás, de Alagoas e de Pernambuco.

Medidas judiciais são cumpridas em 10 municípios paranaenses: Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Cascavel, Ubiratã, Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama. Ainda se estendem à Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (R), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA).

Também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior. As investigações apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados da federação, mediante empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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