No Paraná, a conta não fecha para o governismo

Ratinho Junior poderá virar a página e escrever uma nova estratégia, com Greca e Curi.

O resultado da mais recente pesquisa sobre a sucessão estadual parece não ter agradado ao governador Ratinho Junior. A insatisfação teria repercutido no núcleo duro do terceiro andar do Palácio Iguaçu e alcançado, em menor escala, algumas secretarias de Estado. O motivo é simples: Sandro Alex não ultrapassou a marca dos 10% das intenções de voto, enquanto Sergio Moro segue em trajetória de crescimento.

O cenário preocupa não apenas pela estagnação de Alex, mas também pela dificuldade de Ratinho Junior em transferir seu capital político ao aliado dos Campos Gerais. Para agravar a situação, o governador deverá tirar alguns dias de férias justamente em um momento de forte turbulência no cenário político estadual.

Alexandre Curi e Rafael Greca

Enquanto isso, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi, tem cumprido à risca a tarefa que lhe foi atribuída. Percorre o Paraná levando consigo o pré-candidato Sandro Alex, numa demonstração de lealdade ao compromisso firmado com Ratinho Junior. A palavra empenhada vem sendo honrada, como é característica do parlamentar, que também gostaria de ocupar uma posição mais confortável na disputa por uma vaga no Senado.

Se houver comemoração no entorno de Sergio Moro — que, estrategicamente, prefere enfrentar Sandro Alex na corrida ao Palácio Iguaçu —, o grupo governista talvez precise recalcular a rota. Nesse contexto, ganharia força a hipótese de uma composição envolvendo o ex-prefeito Rafael Greca, hoje em terceiro lugar nas pesquisas, e Alexandre Curi. Uma dobradinha capaz de criar dificuldades para Requião Filho e, eventualmente, alcançar o segundo turno. A partir daí, o jogo seria outro e as conversas, inevitavelmente, tomariam novos rumos.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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