Vereadora Rafaela Lupion diz que atende a anseio da comunidade. Igrejas do Rosário e do Cabral podem ser incluídas no roteiro, que já contempla 32 pontos de visitação.
Projeto sob análise da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) pretende ampliar a abrangência da Rota do Turismo Católico da capital paranaense, lei em vigor desde o dia 1º de abril. Autora da legislação em vigor e da iniciativa sob análise das comissões temáticas da Casa, a vereadora Rafaela Lupion (PSD) explica que a proposta é resultado da escuta da população.
“A Rota do Turismo Católico foi um enorme sucesso e se alinha ao movimento mundial de reavivamento da fé católica”, destaca Lupion. Conforme a parlamentar, a própria comunidade buscou seu gabinete para sugerir espaços importantes ainda não contemplados pela legislação. A norma, hoje, reúne 32 pontos de visitação, divididos em três eixos temáticos – Patrimônio Histórico, Grandes Santuários e Locais de Memória e Espiritualidade.
Na prática, o projeto visa acrescentar alíneas à lei municipal 16.686/2026, que instituiu a Rota do Turismo Católico de Curitiba. No Eixo do Patrimônio Histórico, que já conta com 17 locais, a proposta deseja incluir a Igreja Nossa Senhora do Rosário (Santuário das Almas), espaço construído em 1946, localizado na Rua Trajano Reis, nº 14, bairro São Francisco, e a Paróquia Senhor Bom Jesus do Cabral, edificada em 1911, situada à Rua Bom Jesus, bairro Cabral.

Na justificativa da proposição, Rafaela Lupion argumenta que a Igreja Nossa Senhora do Rosário “carrega a história de sua antecessora, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito, […] erguida por escravos e a eles destinada”. Entre outras características, a fachada da construção em estilo barroco mantém os azulejos originais. Quanto à Paróquia Bom Jesus do Cabral, a autora relembra sua origem a partir da Capela do Senhor Bom Jesus, pertencente à Mitra Diocesana, que em 1936 foi elevada à condição de paróquia.
No segundo eixo temático, Grandes Santuários e Locais de Grande Devoção, atualmente com 10 pontos de visitação, a ideia é acrescentar mais dois santuários: São Judas Tadeu (rua Carlos de Laet, nº 2495, Hauer) e Cristo Rei e São Judas Tadeu (rua Padre Germano Mayer, nº 410, Cristo Rei). “Devido à grande devoção a São Judas Tadeu, os munícipes ergueram dois santuários”, pontua a proposição.
O mais recente deles, no bairro Hauer, tem 54 anos de existência e possui “uma relíquia de primeiro grau, que é uma parte das vestimentas do santo”. O outro, cuja pedra fundamental foi lançada em 1936, distingue-se “por sua arquitetura em forma de barco, a única com este desenho em Curitiba”.
Por fim, dentro do eixo temático, Locais de Memória e de Espiritualidade, o objetivo é que o sexto ponto de visitação passe a ser o Oratório de São Carlos Borromeo, monumento religioso construído em 1939 por imigrantes da Colônia Gabriela, na divisa entre Almirante Tamandaré e Curitiba, próxima ao Parque Tanguá. Tombado em 1979 pelo Patrimônio Histórico Cultural do Paraná, está relacionado a uma tradição oral ligada ao fim de uma praga de gafanhotos nas lavouras.
A proposta também busca ajustar, no terceiro eixo, a redação do dispositivo referente ao Túmulo Frei Miguel, localizado no Santuário São Leopoldo Mandic (rua Santa Eulália de Barcelona, nº 273, bairro CIC), para o acréscimo do termo “memorial”. A intenção, explica Lupion, é “contemplar não apenas o local do repouso de Hilário Bottacin, mas destacar, com profunda reverência, o reconhecimento dos curitibanos pelo intenso trabalho que realizou em benefício do povo, atendendo, durante grande período de sua vida, mais de 100 pessoas diariamente”.





