A importância dos parques na formação urbana de Curitiba

A Capital, que está comemorando os 333 anos, prepara-se para ganhar três espaços, elevando para 55 as áreas verdes e de lazer. Exposição exalta característica ímpar da cidade.

A mostra “333 anos de Curitiba: O verde, respiro da cidade – A importância dos parques na formação urbana” está sendo aberta nesta terça-feira (24) na sede do Arquivo Público do Paraná (Rua dos Funcionários, 1.796 – Cabral), ficando aberta à visitação até 15 de maio. A iniciativa é em parceria com o Arquivo Público Municipal e exibe rico acervo envolvendo plantas, fotos e projetos que mostram o surgimento dos primeiros parques da cidade.

O conjunto é um registro importante da transformação urbana que moldou a capital ao longo dos anos e que agora é compartilhada com o público, possibilitando a compreensão mais ampla da cidade. Os parques urbanos promovem o contato da população com a natureza e trazem mais qualidade de vida e também ajudam a combater a poluição e favorecem a biodiversidade nos grandes centros.

Atualmente, Curitiba conta com 52 parques, privilegiada estrutura de áreas verdes e de lazer para a população que se prepara para ser ampliada para 55. Estão sendo construídos o Parque da África (Pinheirinho), Manacá Santuário das Borboletas Margarita Pericás Sansone (Cachoeira) e o Parque Colinas do Abranches, no bairro do mesmo nome. A ampliação da arborização em Curitiba faz parte das estratégias de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, da melhora da drenagem, da redução do efeito de ilhas urbanas de calor e proteção dos rios.

De acordo com fontes da administração municipal, Curitiba tem uma das maiores áreas verdes por habitante do Brasil. Nos últimos anos, a capital paranaense passou de 62 metros quadrados para 68 metros quadrados. A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é de um mínimo de 12 metros quadrados de área verde por habitante.

A mostra e imersão

O Parque Barigui figura com um dos integrantes da exposição, que engloba também os parques São Lourenço, Tingui, Tanguá, Iguaçu e Passeio Público. Além da apresentação do material histórico dos Arquivos do Paraná Curitiba e do Instituto Água e Terra, a exposição disponibiliza também vídeos com depoimentos da presidente do Ippuc, Ana Jayme, e dos arquitetos da SMMA, Reinaldo Pilotto e Sergio Matheus.

Os depoimentos rodarão em looping, em monitores distribuídos pela exposição, com fones de ouvidos para garantir a imersão do público. De acordo com a diretora do Arquivo Público Municipal de Curitiba, Karla Martinelli, a exposição ficará aberta até 15 de maio e o objetivo é o de reforçar a importância do verde e do planejamento urbano como elemento estruturante da cidade.

Memorial Ucraniano/Parque Tingui (Foto José Fernando Ogura/SMCS)

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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