Na Assembleia Legislativa, assessores parlamentares já deram início ao corre-corre atrás de votos para reeleição de deputados e de olhos na sucessão ao Palácio Iguaçu.
Ao passar a tarde de ontem (30), ao lado do diretor da Band Maringá, jornalista Carlos Fenille, por alguns gabinetes de assessores de deputados na Assembleia Legislativa, pude observar o movimento com vistas à reeleição e a preocupação de alguns em relação à sucessão ao Palácio Iguaçu.
É um corre-corre. Deputados estaduais, de olho na reeleição ou em voos mais altos, já iniciaram o tradicional “samba do voto doido” — correndo atrás de cliques com o governador Ratinho Junior (PSD), ainda visto como o principal fiador da política paranaense.
Mas nem todos estão encantados com os sorrisos do governador. Têm parlamentar mirando o quarto andar da Alep, onde despacha o deputado Mauro Moraes, aliado fiel do senador Sergio Moro (União Brasil), que sonha alto: o Palácio Iguaçu.
Sonha acordado, segundo alguns, mas com apoio real de figuras experientes.
Um nome que reaparece nos bastidores é o do deputado federal Ricardo Barros (PP), mestre das articulações e dos movimentos silenciosos.
No entorno do Palácio Iguaçu, assessores e aliados seguem inquietos com o tabuleiro da sucessão. O plano A seria o ex-chefe da Casa Civil, Guto Silva, mas para isso ele precisa sair do traço nas pesquisas e atingir dois dígitos até dezembro. Se não decolar, o nome na manga é o do atual presidente da Assembleia, Alexandre Curi (PSD), que mantém uma postura mais discreta.
Em meio às conversas, houve, inclusive, quem cogitasse um movimento mais ousado: uma aliança entre Ratinho Junior e Sergio Moro, pensando no xadrez nacional. Moro, ainda que combalido politicamente, carrega uma parcela do eleitorado conservador e poderia agregar os 5% que faltariam ao governador em uma eventual corrida ao Planalto, caso tenha o apoio do PSD comandado por Gilberto Kassab.
A ideia não é consenso, mas, como se sabe, política não é feita apenas de convicções — é feita de conveniências.
Por enquanto, tudo ainda é ensaio. Mas os bastidores estão fervendo. E o jogo, como sempre, está só começando.





