Volta e meia, as onças-pardas são avistadas ou capturadas nas ruas das cidades ou em sítios e áreas nos perímetros.
A música Bichos Escrotos, dos Titãs, que embalava meu cantar no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990, já não faz tanto sentido dos anos 2000 para cá. Ratos, baratas e pulgas ainda estão a atazanar como vetores de doenças e outros malefícios à saúde. Porém, o que se nota hoje é a presença, avistamento e captura nos espaços urbanos ou próximo deles daquilo que singularmente chamamos de animais silvestres.
As onças-pintadas se tornaram habitués da área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu junto com bandos de quatis e animais como antas, veados, macacos, cutias, pacas, aves e pássaros pouco avistados antes na área de acesso e no entorno das Cataratas do Iguaçu.
Nos centros urbanos, os macacos têm um bosque, os guachos fazem ninhos nas palmeiras da Avenida Paraná, casais de saracuras, macucos, jacutingas e gaviões-pega-macaco são avistados em condomínios próximos às matas. Isso sem contar com o alarido de papagaios-maracanãs e das maritacas logo pela manhã.
Adaptação e alimento
Volta e meia, as onças-pardas são avistadas ou capturadas nas ruas das cidades ou em sítios e áreas nos perímetros. Uma delas foi flagrada por câmeras de segurança nas ruas da Vila A. Um morador do Alto da Boa Vista diz que recebe a visita cotidiana de um cachorro-do-mato e que os teiús (lagartos) da sua propriedade se alimentam na palma da mão.
Onças-pintadas, bandos de quatis, antas, veados, macacos, cutias, pacas, aves e pássaros se tornaram habitués da área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Projeto Onças do Iguaçu.
Outro dono de um pequeno sítio na região do Porto Meira, no trecho final do Rio Boicy, está incomodado com a presença de um jacaré e dos gambás (raposas), que acabaram com sua pequena criação de galinhas. O que lhe restou são os registros das saracuras e dos tatus no seu quintal.
“Na verdade, não é bem que eles ‘perderam o medo’. O que acontece é que algumas espécies conseguem se adaptar a ambientes alterados e passam a usar áreas próximas ou até dentro das cidades quando encontram alimento, abrigo e menos perseguição. E também tem um fator importante: hoje registramos muito mais. Parte dessa percepção vem simplesmente do fato de que tudo é filmado e compartilhado”, respondeu ao H2FOZ a bióloga Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu.
Corredor Santa Maria
Yara Barros considera fundamental a formação de corredores ecológicos entre as grandes matas, reservas, áreas protegidas e parques, para a proteção e preservação dos animais silvestres que já coabitam os espaços urbanos. “Os corredores são fundamentais, especialmente para grandes felinos. A conectividade permite que os animais se desloquem, troquem genes e recolonizem áreas, o que é essencial para a sobrevivência a longo prazo. Mas o corredor não funciona sozinho: precisa vir acompanhado de restauração de habitat, redução de ameaças e trabalho com as comunidades”, apontou.
Onças-pintadas se tornaram habitués da área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Projeto Onças do Iguaçu.
Uma das boas iniciativas nesse sentido foi a criação, em 2001, do Corredor Ecológico Santa Maria, uma área de 976 hectares no limite das cidades de Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu. Esse corredor é composto pela Reserva Particular do Patrimônio Natural Santa Maria, áreas de preservação permanente das microbacias do Rio Bonito e do Rio Apepu, área de preservação permanente do lago de Itaipu, além de 24 hectares de áreas privadas reflorestadas (128 mil árvores plantadas) com vegetação nativa.
“O corredor liga o Parque Nacional do Iguaçu às áreas da faixa de proteção do lago Itaipu ao Parque Nacional da Ilha Grande, em Guaíra, seguindo as áreas preservadas da divisa do Mato Grosso do Sul. Ele integra tanto o Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná como o Corredor de Biodiversidade Trinacional, que abrange ainda as áreas de proteção no Paraguai e na província argentina de Misiones”, disse Giovana Machado, presidente do Instituto Caminhos da Conservação.
Educação ambiental
“Os produtores rurais de Santa Terezinha de Itaipu foram o eixo central na formação deste corredor. Sem a adesão deles, não tem o fazer recuperação ambiental, e esse é o grande dilema da conservação ambiental: o povo entender a real função da natureza e o impacto nas nossas vidas. Por isso, trabalhamos forte com educação ambiental, transformando a percepção de ‘belo’ da natureza para ‘funcional e essencial para a nossa existência’.”
O Instituto ministrou aulas para mais de dois mil moradores de Santa Terezinha de Itaipu, segundo Giovana Machado. “Isso faz uma enorme diferença na dinâmica social e financeira da cidade, pois quanto mais verde mais repasse de ICMS ecológico. Abraçar a comunidade nessa causa é o viés mais certeiro para um município próspero em todos os aspectos: saúde pública, qualidade de vida, bem-estar e recursos financeiros extras”, completou.
Projeto Onças do Iguaçu trabalha forte com educação ambiental. Foto: o Projeto Onças do Iguaçu.
População de onças pulou de 11 para até 33 animais entre 2009 e 2025
Neste ano, o Projeto Onças do Iguaçu fará o 14.º Censo Binacional de Onças-Pintadas no Corredor Verde Brasil–Argentina, marcando mais um esforço de grande escala para acompanhar a população dessa espécie emblemática da Mata Atlântica. “O trabalho com onças na região do Iguaçu começou na década de 1990, com o pesquisador Peter Crawshaw, que criou o Projeto Carnívoros do Iguaçu. Em 2018, o reestruturamos no Projeto Onças do Iguaçu e vem sendo desenvolvido de forma contínua desde então”, disse a bióloga Yara Barros, coordenadora do projeto.
“Neste período, conseguimos sair de um cenário crítico — uma população à beira do colapso — para uma população monitorada e funcional dentro do parque e no corredor verde. Entre os principais resultados estão o monitoramento contínuo da população, a geração de dados sobre reprodução e dinâmica populacional (como número de filhotes, recrutamento e uso do território), e a consolidação de ações de coexistência com comunidades do entorno, que hoje são parte fundamental da conservação”, complementou.
Yara Barros adiantou ainda que a população de onças se recuperou. “Houve uma recuperação importante em relação ao passado, mas hoje o mais correto é dizer que a população está sendo monitorada e acompanhada ao longo do tempo. Em 2009, a estimativa era que o Parque Nacional do Iguaçu tinha em torno de nove a 11 animais, hoje o número está entre 19 e 33 animais. Isso é uma estimativa.”
Onça-pintada e onça-parda
A bióloga relacionou o crescimento da população dos felinos ao aumento dos avistamentos na área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu. “Isso pode estar parcialmente relacionado a uma população mais estruturada, mas não é a única explicação. Hoje temos mais monitoramento, mais pessoas circulando com celulares e câmeras, e também uma fauna mais presente em algumas áreas do parque. Tudo isso aumenta a chance de registro. Sempre existiram registros esporádicos de onças-pintadas na área de visitação, sem que nunca tivéssemos incidentes.”
Parque Nacional do Iguaçu tinha em torno de nove a 11 animais, hoje o número está entre 19 e 33 animais. Foto: Projeto Onças do Iguaçu.
Ao H2FOZ, Yara Barros ainda explicou as diferenças entre as onças-pintadas (mais avistadas na área de visitação do parque) e as onças-pardas (de maior presença nos espaços urbanos das cidades). “São espécies diferentes. A onça-pintada é maior, mais robusta e tem as rosetas características na pelagem. Já a onça-parda tem coloração uniforme e um corpo mais esguio. As duas espécies podem ocorrer na mesma região e até compartilhar o mesmo ambiente, embora geralmente evitam interações diretas. É importante lembrar que os filhotes de onça-parda têm pintas para melhorar a camuflagem nos primeiros meses de vida.”
Equipe
O Projeto Onças do Iguaçu é feito por uma equipe multidisciplinar, com pesquisadores, profissionais de campo e especialistas em engajamento comunitário. “Esse conjunto de atuação — ciência, gestão e trabalho com pessoas — é o que sustenta os resultados do projeto hoje”, apontou a coordenadora.
Projeto Onças do Iguaçu é formado por equipe multidisciplinar, pesquisadores, profissionais de campo e especialistas em engajamento comunitário. Foto: Projeto Onças do Iguaçu.
Além da bióloga Yara Barros, doutora em zoologia, que coordena o Projeto Onças do Iguaçu, a equipe é composta por Cíntia Mazon (ICMBio), Rogério Cunha de Paula (ICMBio), Vânia Foster (coordenadora de pesquisa), Thiago Reginato (coordenador de coexistência), Aline Kotz (gestora de coexistência), Valquíria Nascimento (assistente de pesquisa), Ranter Sousa (assistente de pesquisa), Patrícia Gomes (veterinária), Igor Moreno (consultor jurídico-administrativo), Katlin Fernandes (educadora), Rodrigo Perez (comunicação), Claudiani Tavares (coordenadora das Crocheteiras da Onça) e Jorge Salomão (pesquisador associado).
O Projeto Onças do Iguaçu, iniciativa do ICMBio, é desenvolvido em parceria com o Parque Nacional do Iguaçu e o Instituto Pró-Carnívoros, contando com diversos parceiros e patrocinadores, incluindo WWF Brasil e Fundação Beauval Nature. (ZBM)
Em um evento que discutia o futuro dos transportes no Brasil — realizado na semana passada, em Curitiba — o senador e pré-candidato do PL ao Governo do Estado, Sergio Moro, optou por ignorar o tema central. Em vez de apresentar propostas ou ao menos um diagnóstico sobre a infraestrutura logística, recorreu ao roteiro já conhecido: corrupção e críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante de um público de aproximadamente 200 pessoas, formado majoritariamente por representantes do setor de transporte de cargas, Moro desperdiçou a oportunidade de dialogar com quem vive, na prática, os gargalos das estradas brasileiras. Preferiu investir em ataques políticos deixando de lado aquilo que se esperava: uma visão concreta — ou ao menos consistente — sobre a malha rodoviária do Paraná.
Ainda que tenha reconhecido avanços na segurança pública do Estado, o senador não abriu mão do tom alarmista. Afirmou que “há muito a fazer” e voltou a defender a necessidade de uma espécie de “barreira de proteção” contra a criminalidade — expressão forte, mas vaga, que pouco contribui para o debate prático.
No fim das contas, o que se viu foi mais do mesmo: um discurso que ecoa palanques, mas que pouco dialoga com as demandas reais de um setor vital para a economia. E, nesse caso, o silêncio sobre transportes falou mais alto do que qualquer crítica ensaiada.
Em evento sobre o futuro dos transportes no Brasil, realizado na semana passada, em Curitiba, o senador e pré-candidato do PL ao Governo do Estado, Sergio Moro, não abordou o tem em seu discurso, preferindo a mesma retórica de sempre: corrupção e críticas ao governo Lula.
Para cerca de 200 pessoas, todas ligadas ao setor de transportes de cargas do Brasil, Moro fez ataques políticos, destacou a presença de seu candidato a vice, Edson Vasconcelos, e não traçou um perfil – como era esperado – sobre a infraestrutura rodoviária no Paraná.
Embora tenha reconhecido melhorias no sistema de segurança pública no Estado, Moro disse que ainda há muito a fazer e criticou veementemente o sistema e que o Paraná precisa de uma barreira de proteção contra a criminalidade.
Greca afirma que será governador do Paraná
“Serei governador do Paraná e estarei ao lado do Alexandre Curi”, afirma Greca
“Eu serei governador do Paraná e estarei ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi,” afirmou, a este jornal, o ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato ao Palácio Iguaçu pelo MDB, Rafael Greca, durante encontro da Fetranspar realizado em Curitiba na quinta-feira (09).
Em referência à demora ou hesitação do governador Ratinho Junior em anunciar um nome que apoiará para sua sucessão, Greca disse que “o governador tem as suas razões e nós as respeitamos, tem os seus tempos e nós as respeitamos, mas tanto o Alexandre Curi como eu que fomos par o MDB e para o Republicanos, sonhando com a ideia de sermos apoiados pelo governador”, disse.
Para o pré-candidato pelo MDB, “seria mais fácil, seria muito melhor e daria um horizonte novo para o Estado esse apoio do governador, mas também a gente não escolhe as dificuldades quando a gente se propõe a ser candidato. E vocês tenham certeza, eu vou ser governador do Paraná, pelo meu entusiasmo e pelo meu amor paranista, pelas raízes do meu pai, por ter, desde menino, aprendido cada tipo de solo, tinha um monte de vidrinhos de terra, sabendo que isso era terra roxa, isso era terra arenítica, isso era terra do arenito caiuá, isso era terra maçapê, isso era terra de argila da beira do Iguaçu”.
Governador, qual seria o seu plano de governo para o setor de transporte ou qual a importância (0:30) do setor dos transportes para o desenvolvimento do Paraná? (0:34) A alma do meu pai, Eurico da Chede Macedo, engenheiro rodoviário do DR, é a alma de (0:42) que toda história é uma história de caminhos. (0:46) A história dos caminhos é a história da mobilidade, das ligações entre os mercados (0:54) e, sobremaneira, a grande saga de nós interiorizarmos o Paraná e, ao mesmo tempo, levarmos toda (1:06) a produção do Paraná para esse porto fabuloso, que é o porto de Paranaguá, e para o novo (1:14) horizonte, que é o porto do Pontal do Paraná, que eu tenho orgulho de ter aprovado a faixa (1:22) de domínio e, tendo ido ao Supremo Tribunal Federal, conseguir, junto com o governador (1:30) Carlos Massa Ratinho Júnior e com o apoio do nosso, então muito simpático, ministro (1:37) Luiz Roberto Barroso, nós conseguimos criar a faixa de domínio do porto do Pontal do (1:45) Paraná.
(1:46) Então, nunca mais será o mesmo o horizonte leste do futuro do Paraná. (1:55) Há o horizonte oeste, das várias pontes que ligam com o Mato Grosso, há a possibilidade (2:02) de uma ferroeste que cumpra o sonho que já é do André Rebouças, de 1873, de entrar (2:10) no Mato Grosso com uma ferrovia, desde que começou a ferrovia Curitiba-Paranaguá, mas (2:17) há também a ideia de estender todas as cargas e todo o transporte até o extremo do leste (2:26) do Estado, até o novo porto do Pontal do Paraná. (2:31) O senhor falou agora no governador Ratinho Júnior.
(2:34)
(3:50) Eu aprendi a amar o Paraná desde as entranhas da terra até a Terroba mais alta e a Araucária (3:59) mais frombosa. (4:01) Coronel Malucelli, nesse evento aqui dos 33 anos da FETRANSPAR, como é que está, vocês (4:10) estão discutindo o futuro do transporte no Brasil, o que vocês discutiram na verdade (4:16) aqui hoje? (4:16) Hoje foi discutido muito como está o impacto da guerra do Oriente Médio para o Brasil (4:27) no que diz respeito ao combustível diesel, a nova matriz energética que nós precisamos (4:34) ter para sair aos poucos do combustível fóssel e também alguns aspectos da reforma tributária (4:42) e seu impacto no transporte rotorial de carros. (4:47) Muito obrigado.
Sim, é fato. Na cidade de uma icônica e única avenida cortada por ruas transversais pacatas, com árvores nas calçadas aliviando as pessoas de uma temperatura que, não raras vezes, chega a 40 graus, e belos jardins floridos dos portões para dentro, como um convite para entrar, os dias passam mais rápidos quando nada acontece. Ao apurarem os passos, eles, os dias, literalmente voam. Assim é Alto Paraná, uma pequena joia encravada no coração do noroeste paranaense. Ali, naquela bucólica cidade de um povo alegre, a ordem é: o peso da família, da casa, dos amigos…
No silêncio tranquilo das suas ruas, o pequeno jardim se revela como um refúgio de cuidado e sensibilidade. Cada flor plantada, cada folha bem aparada, carrega o toque de quem entende que a beleza está nos detalhes. Não é o tamanho que impressiona, mas o carinho dedicado em cada canto, transformando o simples em encantador.
Ali, entre cores suaves e o perfume discreto das plantas, mora uma paz difícil de explicar — daquelas que só se sente. Um espaço pequeno, é verdade, mas imenso na capacidade de acolher, inspirar e lembrar que a vida floresce melhor quando cultivada com atenção e afeto.
A jovem que empresta sorriso e alegria à cidade chega ao final da tarde em sua casa com o pôr do sol iluminando a planície da Vila Granada transporta seus raios diretamente às frestas do portão da singela casa na Rua Espanha onde mora e contempla o pequeno, singelo e por que não dizer formoso jardim de rosas, margaridas e begônias cuidadosamente cuidadas pela mãe.
Bolsa no braço do sofá, já de chinelos nos pés, a alegria chega de mais um dia de trabalho. Um café com leite, bolo e pão feito em casa, faz uma pequena refeição para, em seguida, se esparramar no confortável sofá e abrir o whats para ver as mensagens e respondê-las.
Perguntem a esta simpática e bonita jovem se ela quer morar em São Paulo, Curitiba ou Nova Iorque? A resposta, com certeza, será não! “É aqui que, ao leste, nos portões da Maristela, vejo o sol pela manhã. É aqui que me interajo com as pessoas no trabalho e nos momentos de lazer. Não vou embora. Se quiserem que venha até eu”.
O tempero da cozinha não é o mesmo da política
Cozinhar carneiro no buraco, leitoa à bairrada — aquela pururuca que se corta com o prato, não com a faca — galinha caipira com quiabo e costela no fogo de chão é arte. E das boas. Exige expertise, paciência e, sobretudo, aquela conversa fiada — dedos de prosa — com a barriga encostada no fogão e a roda girando ao redor de uma boa cachaça.
Nesse quesito, o governador Ratinho Junior está muito bem assessorado. Sobra tempero, não falta companhia e o fogo parece sempre no ponto.
O problema começa quando a cozinha muda de lugar.
Porque, na política, o buraco é mais embaixo. Não basta saber assar, tem que saber negociar. Não basta servir bem, é preciso convencer. E, diferente da panela, onde o tempo resolve quase tudo, na articulação política é preciso preparar o terreno antes mesmo de acender o fogo — com proposta, estratégia e capacidade de agregar.
Garfo e faca ajudam. Cerveja lubrifica. Mas eleição — e governabilidade — não se ganha no paladar.
Se ganha na construção.
Por Zé Beto Maciel





