Solenidade inaugural ocorreu no Bosque do Papa João Paulo II, inserido no roteiro religioso, que inclui a Catedral Basílica e a Igreja da Ordem.
Com o sancionamento da Lei 16.686/2026 pelo prefeito Eduardo Pimentel, Curitiba passa a contar oficialmente com um roteiro estruturado voltado ao turismo religioso. A solenidade inaugural ocorreu na última quinta-feira (30/4) no Bosque do Papa João Paulo II, consolidando a criação da Rota do Turismo Católico na cidade e que tem o próprio logradouro entre as 27 atrações e pontos de visitação. A proposta é organizar o fluxo de visitantes, melhorar a sinalização turística e estimular a realização de eventos temáticos ao longo do ano.
O prefeito destacou que Curitiba “vem fortalecendo o turismo, e o turismo religioso é um destes vetores para atrair visitantes. Estamos investindo na iluminação cênica dos santuários, o que ajuda a preservar o patrimônio histórico, aumenta a segurança e valoriza esses espaços. O impacto é direto na economia, o turismo é uma indústria limpa que gera emprego e renda, e o religioso tem um papel estratégico nesse crescimento”.
Entre os principais atrativos estão a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, uma das construções mais antigas da cidade, e o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tradicional ponto de peregrinação. Também integram o circuito o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e espaços de memória, como o próprio Bosque do Papa.
Presente à largada do roteiro, o arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, relembrou uma fala do Papa João Paulo II, quando visitou o Bosque. “Nunca me senti tão polonês fora da Polônia, quando esteve aqui num destes ambientes. Que o turismo religioso católico não seja proselitista, mas que realce sempre a identidade católica porque foi a identidade religiosa que por primeiro aqui chegou e que muito construiu da nossa Curitiba”.
Como rota foi estruturada
A rota foi estruturada em três eixos: Patrimônio Histórico, Grandes Santuários e Locais de Memória e Espiritualidade. A divisão busca facilitar a navegação dos visitantes e valorizar diferentes dimensões do turismo religioso, da preservação cultural à vivência de fé. O projeto sancionado pelo prefeito em 1° de abril último é de autoria da vereadora Rafaela Lupion e foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal.
“A rota organiza e valoriza um patrimônio que já existe, mas ainda era pouco estruturado como produto turístico. São dezenas de igrejas, santuários e espaços de memória que contam a história da cidade e da nossa cultura. A lei cria um caminho para que moradores e visitantes conheçam melhor esse legado e ampliem a experiência em Curitiba”, reforça Rafaela.
A criação da rota foi embasada por parecer técnico do Instituto Municipal de Turismo – Curitiba Turismo, que apontou o turismo religioso como um segmento com potencial relevante de crescimento e diversificação da oferta turística da cidade. O parecer destaca que a atividade movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil e atrai milhões de viajantes, além de reforçar que Curitiba ainda tem baixa representatividade nesse segmento, o que abre espaço para expansão.
A organização de uma rota temática contribui para estruturar melhor a experiência do visitante, integrar patrimônio, fé e economia local, além de ampliar o tempo de permanência dos turistas. A iniciativa também deve impactar diretamente na economia, ao incentivar a circulação de turistas em diferentes regiões da cidade, ampliando o consumo em serviços como gastronomia, transporte e comércio local.
“Curitiba vive um momento importante no turismo, com reconhecimento internacional e recordes recentes. Só em 2024, foram mais de 8 milhões de visitantes, e uma parte significativa vem motivada pelo turismo religioso. A criação da rota fortalece esse segmento e amplia nossa capacidade de atrair mais turistas, com impacto direto na economia da cidade”, declara Rodrigo Swinka, presidente do Curitiba Turismo.






